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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fomos crianças nos anos 60, 70 e 80. Como éramos felizes!!!


Responda uma coisa: Você que teve sua infância durante os anos 60, 70 ... Como pôde sobreviver? Texto de Dejan Trifunovic Música: And i Love Her PowerPoint reorganizado por Ricardo Lyra
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!
Afinal de contas...
Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra!
E isso não era perigoso!
As camas tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos,
detergentes ou químicos domésticos.
A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete , joelheiras, caneleiras e cotuveleiras...
Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas ¨esterilizadas¨.
Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usados como freios...E estavam descalços...
Depois de alguns acidentes... Todos os problemas estavam resolvidos!
Iamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer. Não havia celulares... E nossos pais não sabiam onde estávamos! Era incrível!
Márcia Rodomdo brincando na chuva
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tinhamos piolho usavamos Neocide em pó.
Braço no gessos, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça lascada
Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós ...
Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade,
brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ...
Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo ,
Internet por satélite,
Video cassete e DVD
Dolby surround,
Celular com câmera
Computador
Chats na Internet
Só amigos .
Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!
Banho quente? Xampú?
Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa!
Algum cachorro morreu ou adoeceu por causa disso? Quem não teve um cachorro Rin Tin Tin?
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
As nossas festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de venil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos.
Tínhamos:
Liberdade,
Fracassos,
Sucessos e
Deveres.
... e aprendíamos a lidar com cada um deles!
A única verdadeira questão é:
como a gente conseguiu sobreviver? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa
personalidade?
Você também é dessa geração? Se sim, então mande este e-mail aos seus amigos desse tempo, e também aos seus filhos e sobrinhos, para que eles saibam como era no... Nosso tempo !
Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas ...
Como éramos felizes!!!



Ser criança nos anos 60 é ter curtido filme de Jerry Lewis e se encantado ao som do tema musical do filme “Ao Mestre Com Carinho”.

Quem, como eu, foi criança nos idos dos anos 60 haverá de se lembrar do nosso Super-Herói (muito antes de qualquer Super-Homem, Batman ou Homem-Aranha): National Kid.

Menino que era menino de verdade, nos anos 60, tinha que ficar acordado até tarde e assistir Bat Masterson para dormir cantando “No velho oeste ele nasceu/ e entre bravos se criou/seu nome lenda se tornou/Bat Masterson/Bat Masterson…”

er podido ser criança nos anos 60 foi ter podido assistir na televisão às tardes os 3 Patetas e escutado à noite na radiola dos meus pais a trilha sonora de My Fair Lady, sem entender uma palavra do que cantavam.

Ter sido menino no anos 60 é ter viajado de Rural, pedalado de velocípede, brincado de Forte Apache, em que me sentia o verdadeiro dono de Rim Tim Tim,  e montado avioezinhos da Reveel.

h, os anos 60! Foram tão rápidos e ligeiros. Agora é como aquele retrato na parede do poema de Drummond. Ficaram suas marcas e as décadas seguintes só foram as décadas seguintes porque fui criança nos anos 60: anos de minha meninice, mas igualmente anos em que ela começou sem eu mesmo perceber a se despedir de mim. Vieram os Beatles, os festivais da Record, o colorido psicodélico da contra-cultura e os primeiros bailes iluminados à luz negra. Mas isto é outra história para outro momento de intimidade e saudade.
Até mais ver, então, meus anos 60.

http://humanasblog.wordpress.com/2009/06/28/infancia-nos-anos-60/

Um comentário:

Fernando Silva disse...

Nasci em 1964,não vou nunca esquecer as minhas brincadeiras...oxalá que as crianças do futuro possam gozar das mesmas com a mesma ALEGRIA...