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segunda-feira, 28 de março de 2011

Casé, saxofonista descoberto em Catanduva




Este video é um pequena lembrança de um grande músico
que foi o saxofonista Casé.
É tambem uma forma de preservar e reativar a nossa memória
cultural

Gênio à sombra
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Livro lança luz sobre a vida e a obra do saxofonista Casé

  Divulgação
 
  Saxofonista José Ferreira Godinho Filho, o Casé, que viveu em Catanduva e Rio Preto nos anos 1960 e 70
Um livro que recupera a história de um saxofonista e ao mesmo tempo reverencia todos os músicos brasileiros brilhantes, mas esquecidos pelo público. Assim é “Casé - Como Toca Esse Rapaz!”, obra escrita pelo jornalista e músico catanduvense Fernando Lichti Barros. Depois de lançar o livro em São Paulo, onde mora, Barros volta à sua cidade natal para apresentar um projeto que levou 20 anos até sair do papel. 

A escolha por Catanduva tem relação também com o personagem que sua obra apresenta - Casé, saxofonista nascido José Ferreira Godinho Filho, um dos mais importantes músicos do País, morou em Catanduva em 1966. O saxofonista, mineiro de Guaxupé, também viveu e tocou em Rio Preto. Isso nos anos 1970. 

“Ele era itinerante, meio cigano, não parava”, diz Barros. Ao passar pela cidade, fez inúmeras amizades, inclusive com o percussionista Mestre Boca. Ainda segundo o autor, Casé gostava de morar no interior de São Paulo. Para ele, era uma oportunidade para ficar perto de rios e pescar, atividade a qual gostava de se dedicar. 

O músico também era quieto, apreciava o silêncio. O fato de ser considerado um dos melhores saxofonistas do mundo no final dos anos 1950 não o afetou. “Ele era despojado de vaidade”, diz Barros. Casé morreu em 1978, aos 46 anos. Mas a admiração de críticos como Walter Silva e Zuza Homem de Mello, de músicos como o rio-pretense Paulo Moura, João Donato, Julio Medaglia e cantores como Elis Regina e Tim Maia não foram suficiente para manter viva a memória do saxofonista. 

Com o tempo, a história dele - e de certa forma de todos os instrumentistas brasileiros - foi se perdendo. “Ele era considerado insuperável. Sua sonoridade estava à frente. Tinha um som que ninguém fazia. A música instrumental era bem comportada no Brasil. Ele improvisava e quebrava tudo isso.” 

Para se ter uma ideia do talento de Casé, aos 13 anos o músico-mirim já era o primeiro sax alto da orquestra da Rádio Tupi. Aos 20 anos, ele foi tocar no Iraque. Foi referência para o clarinetista e saxofonista Paulo Moura. “Uma vez Paulo Moura ouviu uma música no rádio e ficou paralisado. Era Casé.” 

Inconformado com o esquecimento no qual caiu Casé, Barros perseguiu por 20 anos a ideia de montar o quebra-cabeças da história do saxofonista. “Ele sempre foi uma figura mitológica, uma referência.” Em 1984, Barros chegou a fazer uma pauta para orientar seu trbalho. Mas o projeto ficou engavetado até 2004, quando ele iniciou o contato com músicos que tocaram com Casé nos anos 1960. 

Foram quatro anos de busca de informação e escrita. O fato do saxofonista ser silencioso e não fazer apologia de si próprio acabou se transformando em barreira para que Barros pudesse encontrar dados a respeito do músico. Eram poucas as gravações e raras as notícias de jornal. Tudo foi levantado a partir de entrevistas com familiares de Casé e parceiros musicais. 

Antes de ser publicado em papel, o livro ganhou a internet. Foi publicado em blog (saxofonistacase.blogspot.com 
). A história virou livro depois que o autor ganhou o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música 2010. 

Barros viu Casé tocar pela primeira vez em Catanduva. O autor era adolescente quando assistiu a uma apresentação do saxofonista. O jornalista afirma que fazer um livro sobre Casé mostra seu interesse não só pela música, mas também por aqueles que a fazem e nem sempre ganham os holofotes. 

“No Brasil pouco se fala dos músicos, diferente dos Estados Unidos. Aqui há um desprezo absoluto. Isso se acentua agora com esse culto à celebridade efêmera. É preciso contar a história de quem viveu à sombra.” A publicação da obra alegra não só o autor, mas toda a classe de músicos. “Eles estão muito contentes. Parece que isso mostra que eles têm história e podem contá-la.” 
http://www.diarioweb.com.br/fmdiario/Noticias/Eventos+Shows/36441,,Livro+lanca+luz+sobre+a+vida+e+a+obra+do+saxofonista+Cas.aspx

  Dia 1º de dezembro de 1978, a notícia sobre o saxofonista encontrado morto num quarto de hotel estava nos principais jornais de São Paulo. Ele era Casé, um mito no meio musical. Inovador, dono de talento extraordinário e técnica irretocável, tornou-se referência para críticos e grandes instrumentistas do Brasil e do exterior. Não quis fama nem fortuna nos 46 anos de vida resumidos neste blog. Deixou poucas gravações. Algumas podem ser ouvidas aqui, na Rádio Casé.






2 comentários:

Paulo Levi disse...

Neste exato momento, estou ouvindo a musica de Casé pela CBC 2, emissora online do Canadá especializada em jazz. Sou fã de Casé desde quando o ouvi tocar no disco J.A.M., de Dick Farney. Obrigado a Fernando Barros e a vocês por ajudarem a menter viva a memória desse grande artista, que deveria ser muito mais conhecido entre nós.

Mariangela disse...

Obrigada, Paulo pela visita!
Os grandes talentos como o Casé,devem ser perpetuados e neste nosso acervo ele não poderia deixar de estar,graças a sua magnífica historia, que começou na nossa querida cidade, e graças a seu indiscutível talento! Esperamos que nosso humilde Blog, consiga divulgar um pouco mais o grande artista que foi Casé.