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sábado, 18 de dezembro de 2010

FOTONOVELAS

Michela Roc

Katiuscia

Franco Gasparri








Fotonovelas

Quem aqui não leu fotonovelas?

Aqueles romances em quadrinos cheios de amôres proibidos, dramas, 

intrigas, desencontros......

Todas adolescêntes e jovens das décadas de 60 e 70 liam fotonovelas.

 Difícilmente uma escapava deste delicioso vício romântico!

Havia uma verdadeira atividade de "barganha" entre amigas, que mantinham 

verdadeiro estoque deste "passaporte para os  sonhos", que a realidade não 

podia oferecer em plena era da ditadura militar, de machismo exacerbado e valores 

patriarcais rígidos.

Era um tal de trocar revistas e empresta aqui e devolve acolá.

Inevitávelmente todo final de história tinha um final feliz! Sem exceções!

Sempre com uma paisagem no final, geralmente um lindo pôr do sol, e o casal

 protagonista de mãos dadas se olhando nos olhos!

E O lençinho bordado em nossas mãos para enxugar nossas lágrimas de emoção!

O tempo passou, amadurecemos e aprendemos que a vida não é uma fotonovela e

 que os romances da vida real não são iguais ao da Katiuscia com Franco

 Gasparri. O que restou, foram as recordações adoráveis desta época de

sonhos.....


Mariângela Cândido


Fotonovela no Brasil

A primeira revista de fotonovela publicada no Brasil foi "Encanto", pois embora "Grande Hotel" circulasse desde 1947, só em seu nº 210, de 31/07/1951, publicou a primeira fotonovela, intitulada "O primeiro amor não morre". O primeiro número de "Capricho" circulou em 17/07/1952.
Nos anos 1970, mais de 20 revistas de fotonovelas chegaram a circular no Brasil, publicadas por várias editoras: Bloch, Vecchi, Rio Gráfica, Abril e Prelúdio, sendo que, na época, ao contrário das demais editoras que importavam as fotonovelas da Itália, a Bloch produzia suas fotonovelas no Brasil, com a revista "Sétimo Céu".[1]
Em pesquisa de 1974, as revistas de fotonovela só eram superadas, em venda, pelas revistas de quadrinhos infantis. A revista "Capricho", da Editora Abril, era na época a mais vendida (média quinzenal de 211.400 exemplares), perdendo apenas para "Pato Donald", "Mickey" e "Tio Patinhas" (cada uma com uma média periódica aproximada de 400 mil exemplares).[2]
Em 1975, o Instituto Verificador de Circulação analisou a receptividade que as revistas de fotonovelas tinham em todo o país, na venda avulsa. A revista "Capricho" vendia quinzenalmente 273.050 exemplares, sendo que possuía, em todo o país, apenas três assinaturas.[3] Com fotonovelas italianas, "Capricho" também vendia em Portugal e colônias ultramarinas, num total de 11.186, com apenas um assinante, anônimo. Super Novelas Capricho, com circulação quinzenal, vendia 104.903 exemplares, com apenas dois assinantes no Brasil, "Ilusão" vendia quinzenalmente 108.319 exemplares, e "Noturno", com venda mensal de 72.007<Idem, ibidem>.
Características

A fotonovela apresenta uma narrativa que utiliza em conjunto a fotografia e o texto verbal. Como nas histórias em quadrinhos desenhadas, cada quadrinho da sequência corresponde a uma cena da história, no caso, corresponde a uma fotografia acompanhada da mensagem textual.
São, em geral, publicadas no formato de revistas, livretos ou de pequenos trechos editados em jornais e revistas, e algumas são divididas em capítulos que, geralmente, têm um desfecho próprio, uma espécie de cliffhanger, que cria suspense e curiosidade no leitor, levando-o a comprar a continuação.
A característica principal das histórias é a intriga sentimental, geralmente apresentando uma heroína de origem humilde que luta por um amor difícil e complicado, alcançando seu objetivo de felicidade no final da narrativa. As personagens são pouco trabalhadas psicologicamente, com características maniqueístas e as consequências são sempre estereotipadas.
Críticos e estudiosos consideraram a fotonovela, quase sempre, como um "subgênero da literatura".[4] Entre os anos 1967 e 1971, Angeluccia Bernardes Habert, como tese de doutoramento no Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, pesquisou o campo das fotonovelas, resultando o "estudo de uma forma de literatura sentimental fabricada para milhões", subtítulo que deu à "Fotonovela e Indústria Cultural", editada pela Vozes (1973).
Principais revistas de fotonovelas no Brasil

Capricho (Editora Abril)
Super Novelas Capricho (Editora Abril)
Grande Hotel (Editora Vecchi)
Ilusão
Noturno
Encanto
Fascinação
Contigo
Sétimo Céu (Editora Bloch)
Carinho
Carícia
Atores brasileiros de fotonovelas

Rose di Angelis
Marie Luise Indrik
Elisângela
Atores italianos de fotonovelas

Franco Gasparri
Franco Dani
Franco Andrei
Michella Roc
Rosana Galli
Katiuscia
Marina Coffa
Sandro Moretti
Jean Mary Carletto
Claudia Rivelli
Adriana Rame
Claudio De Renzi
Gianni Vannicola
Alex Damiani
Sebastiano Somma(Chris Olsen)
Alessandro Inches
Franco Califano
Ornella Pacelli
Maurizio Vecchi
Gioia Scola
Barbara De Rossi
Francesca Dellera
Luc Merenda
Kirk Morris
Ivan Rassimov
Renato Cestiè
Pascal Persiano
Maura Magi
Luciano Francioli
Claudio Aliotti
Marina Santi
Gianfranco de Angeli
Francesca Rivelli (Ornella Muti)
Massimo Ciavarro
Antonio Migliacci
Emanuela Sala
Paola Pitti
Isabela Savonna
Maria Antonietta
Susie Sudlow
Isabela Ferrari
Simona Pelei
Max Delys
Anna Zoli
Raika Juri
Ricardo Bonacchi
Robert Gligorov
Wendy D`Olive
Mircha Carven
Christina Belfiore
Rosalba Grotessi

Fonte de pesquisa: Wikpédia enciclopédia livre.



14 comentários:

Anônimo disse...

Só para acrescentar:- FAltam estes...
Adriana Rami (Adria Ramaci).
Klaus Kinski
Sandro Moretti

J.a.a.a

Valeria disse...

era mesmo um sonho de adolescencia!...
mts vezes tinha q ler escondido...era coisa prá "moça"...hehehe
marcou época com certeza!...

Anônimo disse...

Amigo, quem realmente curtiu fotonovelas bem sabe que nem todo final era feliz... Havia exceções, sim (com ç). Obrigado.

Anônimo disse...

Senti falta, em sua relação, de atores extraordinários, como Umberto Orsini, Stelvio Rosi, Aldo Suligoj, Walter Setti, Renato de Carmine, Paolo Giusti e Andrea Giordana. Quem não conhece esses atores, sem dúvida perdeu as melhores histórias...

Mariangela disse...

Muito Obrigada anônima (o)pela crítica altamente construtiva! Fui consultar e realmente cometi um erro muito frequente e que já corrigi. Aqui está: Excessão ou Exceção: como se escreve? O correto é EXCEÇÃO, mas por quê? Geralmente aplicamos de forma errada uma regra. Erro muito comum. A regra seria essa: o que sucede é sucessão, o que excede é excessão. Quanto aos atores, a relação era imensa. Mas fica aqui registrado seu complemento, que aliás é muito valioso! Abraços!
Por Mariangela em FOTONOVELAS em 17/04/11

Anônimo disse...

gostaria de saber a causa da morte de Max Delys e Maria Antonieta.

Gi disse...

Max Delys morreu vítima da AIDS e Maria Antonietta de leucemia.

Mariangela disse...

Obrigada pela visita e pela informação, Gi! Qual a fonte de onde retirou esta informção? Agradeceria muito se me enviasse para que eu complementasse as informações a respeito dos dois atores para nossos leitores. Um Abraço!

Anônimo disse...

Eu também queria saber, a um mistério grande, envolvendo a morte deles,Maria Antoniete fala-se em anemia e acidente, Max Delyz fale-se overdose e cancer, não se sabe eles não comentan. E nossa inesquecível Michela Roc, faleceu dia 29/04/2013, e deixou uma linda carta.

Mariangela Rodrigues da Silva Cândido disse...

bem vindos amigos leitores! Obrigada peos comentários.
Seguem mais dois links sobre fotonovelas neste blog:

http://clubedosentasdecatanduva.blogspot.com.br/2012/05/voltando-falar-em-fotonovelas-maria.html

Mariangela Rodrigues da Silva Cândido disse...

http://clubedosentasdecatanduva.blogspot.com.br/2012/05/voltando-falar-em-fotonovelas-maria.html

iolanda wanderley disse...

olha tambem era famosa Laura Tavanti, fez muitas fotonovelas com Sandro Moretti nos anos 60
era um casal lindo. meu imail e iolandawanderley@yahoo.com.br, tambem fui apaixonada por fotonovelas, tenho algumas antigas, mas ainda procuro a que tem sandro moreti e laura tavanti

Anônimo disse...

Parabéns pelo Clube dos "Entas".

Hoje tentei matar a saudade e acabei ficando triste.
Descobri que a Michela Roc faleceu em 2013 e o Luciano Francioli em 2014.
As fotos mais recentes da Michela Eu encontrei, mas as do Luciano...está difícil.
Só sei que ele estava com uns 82 anos quando faleceu. Gostaria tanto de ver as últimas imagens dele. Se alguém tiver, posta, por favor.
A geração de hoje nem faz ideia de como eram bons aqueles tempos. Ai que saudade!
Marcia

Anônimo disse...

Gostaria muito de saber sobre uma fotonovela, que deu origem ao meu nome: E os olhos de Milena! Minha mãe relatou-me que a protagonista tinga olhos azuis, ela lei e se apaixonou pela novela e disse que a primeira filha que tivesse, poria este nome, e aqui estou eu, sou de 1976, suponho que esta fotonovela seja mais ou menos do ano de 70 a 76 não sei, já pesquisei tanto, porem nada consegui. Atenciosamente Milena Cardoso. Meu e-mail se alguém conseguir algo pra mim. Melaney_e_jr@hotmail.com