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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ciganos



Como eram os ciganos para nós que fomos crianças nos anos 50 ,60 e 70?
Eu me lembro que sentia um misto de curiosida e medo, daquelas pessoas misteriosas, das quais apenas ouvia falar. 
O esteriótipo de cigano criado em minha imaginação,  adquiri através de fantásticas histórias contadas por pessoas mais velhas do meu convívio e leitura sobre o assunto,  em alguma história em quadrinhos ou livro  infantil. Esta imagem do cigano que me foi transmitida, era de nômades que andavam pelo mundo em caravanas. Os homens e mulheres usavam dentes de ouro como forma de guardar riquezas  e enormes brincos de argolas e muitas jóias  de ouro.
Dormiam em tendas em acampamentos e dançavam e cantavam.  muito ao lado de fogueira.

As ciganas liam a mão das pessoas para adivinhar o futuro delas.Usavam muitos lenços  coloridos e saias longas  enfeitadas com babados e pedrarias.


Era uma infantil visão simplista do cigano.                                                                                                         A curiosidade e fascínio pelas ciganas, já atraia as meninas, tanto é que a Estrela  lançou nos anos 60 a boneca "Fofolete Cigana" (imagem acima)




A moda brasileira dos anos 60 tambem sofreu influência dos ciganos.Tem como principais características suas cores vivas; estampas exóticas (muitas vezes animais) que remetem principalmente à África e à Ásia, que dão origem ao estilo; os tecidos leves adequados ao calor; a notável aplicação de franjas em botas e bolsas; a utilização de acessórios em ouro e ouro velho (ou que imitem ambos), adereços criados à mão com traços fortes, miçangas extravagantes, pingentes em tecidos, etc...Não podemos esquecer do uso dos lenços nas roupas e cabelos.
   O país que mais influencia essa nuance é a Índia, de onde se originam todos os povos ciganos. Por isso, é visível a presença de vestidos que lembrem os famosos sáris; saias longas e bastante ornamentadas; blusas de mangas longas, porém de tecidos leves e delicados. 
  Nos pés a simplicidade reina: sandálias rasteiras adequadas para percorrer quilômetros (assim como os rom, ciganos, em suas migrações), ou botas de cano longo, com franjas especialmente. 
a influência cigana, uma nuance do estilo folk, que tem como principais características suas cores vivas; estampas exóticas (muitas vezes animais) que remetem principalmente à África e à Ásia, que dão origem ao estilo; os tecidos leves adequados ao calor; a notável aplicação de franjas em botas e bolsas; a utilização de acessórios em ouro e ouro velho (ou que imitem ambos), adereços criados à mão com traços fortes, miçangas extravagantes, pingentes em tecidos, etc...
   O país que mais influencia essa nuance é a Índia, de onde se originam todos os povos ciganos. Por isso, é visível a presença de vestidos que lembrem os famosos sáris; saias longas e bastante ornamentadas; blusas de mangas longas, porém de tecidos leves e delicados. 
  Nos pés a simplicidade reina: sandálias rasteiras adequadas para percorrer quilômetros (assim como os rom, ciganos, em suas migrações), ou botas de cano longo, com franjas especialmente. 



Por racismo contra ciganos, MPF pede que dicionário Houaiss seja retirado do mercado

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça Federal em Uberlândia (MG) pedindo que seja retirado de circulação o tradicional dicionário Houaiss, um dos mais conceituados no Brasil. De acordo com o MPF, o dicionário promove preconceito contra a comunidade cigana, uma vez que, entre outras definições, trata “cigano” como “aquele que trapaceia, velhaco”.


Da Universidade de Brasília:

“Sabemos muito pouco sobre eles, nem mesmo estatísticas confiáveis sobre o número de ciganos no Brasil nós temos”, afirmou Rosângela Côrrea, professora da Faculdade de Educação e organizadora do encontro, intitulado Ciclo de Debates Ciganos: uma história invisível. Segundo ela, o objetivo mais importante do evento é contribuir para uma relação mais respeitosa com os ciganos e diminuir a ignorância dos brasileiros sobre esse povo. 
Nada, mas absolutamente nada, sabemos sobre o número de ciganos nômades,semi-nômades e sedentários atualmente existentes no Brasil, nem sobre sua distribuição geográfica.




"Explode Coração" foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 6 de novembro de 1995 a 4 de maio de 1996.
Dara, atriz Teresa Seiblitz, é uma jovem cigana que se orgulha de suas origem.



No Brasil, atualmente, predominam três clãs ciganos: os Rom (vindos da ex-Iugoslávia, Sérvia e de outros países do Leste Europeu), os Calom (que vieram da Espanha e de Portugal) e os Sinti (vindos da Alemanha, Itália e França).
Entretanto, não há consenso entre esses grupos sobre a identidade cigana. “Calom não é cigano, é brasileiro que quer ser cigano”, afirmou o rom Maicon Martins, descendente de iugoslavos.


Ciganos é um exônimo para roma (singular: rom; em português, "homem") e designa um conjunto de populações nômades que têm em comum a origem indiana e cuja língua provinha, originalmente, do noroeste do subcontinente indiano.

Um história difícil de resgatar

Não é simples precisar a origem exata do povo cigano, bem como sua história. Um dos maiores entraves é o fato de sua língua, o romani, ser ágrafa, ou seja, não tem versão escrita. Quase tudo o que se encontra sobre ciganos em livros, na internet ou se ouve deles próprios, é baseado na tradição oral. Diversas etnias são classificadas genericamente como ciganos (Rom, Sinto, Calon, etc). A tese mais aceita (Wikipedia, dicionários, artigos acadêmicos) é a de que tratam-se de grupos nômades, originários do norte da Índia. Sua língua, o romani, e suas variações são faladas por boa parte dos ciganos até hoje, e é passada de pai para filho. O idioma é semelhante ao de outras línguas indo-européias, como o Punjabi e Potohari, hoje faladas no norte do Paquistão.

Acredita-se que os ciganos tenham ido da Índia para o Oriente Médio há cerca de mil anos, e dali espalharam-se para a Europa. Hoje, apesar de disseminados pelo mundo, a maioria dos ciganos permanece no chamado velho continente, mas sempre como minoria étnica. Como praticam quiromancia e adivinhação, foram historicamente repudiados pela Igreja Católica e outras religiões cristãs. A partir daí, foi um passo para que sofressem perseguições, muitas vezes brutais, principalmente na Idade Média, na época das inquisições. Na Romênia, por exemplo, os escravos ciganos só foram libertados no século XIX.


Há diversas estimativas do número de ciganos no mundo ou na Europa. Diferentes fontes citam números entre 5 milhões e 15 milhões. Impossível determinar qual o correto, seja pelo fato de estarem muito espalhados, seja porque boa parte esconde sua identidade ou porque há, ainda, muitos ciganos vivendo sem qualquer registo.

Milhares deles emigraram para o continente americano. Portugal foi um dos países que deportou membros da comunidade para suas colônias, entre elas o Brasil. Estimativas da União Brasileira dos Ciganos falam em cerca de 800 mil ciganos e descendentes no nosso país, mas, novamente, é um número impreciso. Restam duas certezas: há muito mais ciganos por além dos que vemos na ruas, com suas roupas típicas. E sua cultura está, de fato, morrendo.

Cultura

 Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza ligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. O aleitamento ainda dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.
No casamento, tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. É possível a um rom casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não-rom, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições rom. Vige naturalmente o dote. No grupo dos sintos, geralmente o casamento é precedido pela fuga do casal. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores. No que se refere à morte e aos ritos a ela conexos, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Entre os sintos parece prevalecer o costume de se queimar a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao morto. Entre os ritos fúnebres praticados pelos roma está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância de alimento e bebidas exprime o desejo de paz e felicidade para o defunto.

Além da família extensa, entre os roma encontramos a kumpánia, ou seja, o conjunto de várias famílias (não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo, ao mesmo subgrupo ou a subgrupos afins.

O nômade é por sua própria natureza individualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre os roma, é entretanto devido o respeito para com os mais velhos, que sempre são solicitados a dirimir eventuais controvérsias.
Entre os roma, a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnitóri, isto é, por aquele que preside a kris. A kris é um verdadeiro tribunal rom, constituído pelos membros mais velhos do grupo, que se reúne em casos especiais, para resolver problemas delicados, envolvendo controvérsias matrimoniais ou ações que resultem em danos a membros do grupo. Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar. A decisão cabe aos anciãos designados, presididos pelo krisnitóri. Ouvidas as partes litigantes, é punida a parte culpada.
Em tempos recentes a controvérsia se resolve, em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa. No passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em castigos corporais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciganohttp://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/67-%20/585
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-24/ciganos-ainda-sao-%E2%80%9Cpovos-invisiveis%E2%80%9D-avaliam-estudiosos
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6434
http://pt.scribd.com/doc/51499430/1/HISTORIA-GERAL-DOS-CIGANOS-NO-BRASIL-23























Um comentário:

Mariangela disse...

Sobre a homossexualidade ela não foi permitida pela cultura cigana por vários séculos.....eu tive um amigo q era cigano e era gay....hj em dia já perdi contato com ele....mas por ser uma cultura muitooooooooooo antiga os costumes vão sendo mudados...até mesmo por q os ciganos receberam influencias dos diversos lugares onde viveram e hj em dia vivemos a globalização....ex:...hj em dia nem tds são nomades....nuitos estão estabelecidos em cidades...trabalham etc e tal....por fim ...os casamentos já não sao mais combinados assim q as crianças nascem(casamentos eram tds heteros)...agora são realizados por laços afetivos....e na verdade existe varias tribos.....cada qual com sua conduta......as pessoas precisam ter uma visao modificada desse povo....nem tds vivem mais em carroças na beira de estradas.....e tb não podemos confundi los com mendingos.....e realmente pela cultura era permitido enganar....ex: se vc me disser q sua pulseira de lata é feita de ouro e eu comprar ela ....o problema vae ter sido meu q acreditei....rsrsrsrs....acho q o problema maior q gera preconceito é as pessoas não entenderem q uma cultura é modificada ao longo do tempo.....e tds elas tiveram seus erros e acertos q estão sendo mudados pela nova geração.....

Neto Lopes (Facebook)