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terça-feira, 17 de abril de 2012

Dener, o pioneiro na criação de moda no Brasil






"Um luxo". Se você acha que esta expressão foi criada pela comunidade gay fashionista nos últimos dez anos de semanas de moda ou pode ter saído, resumida, direto do microfone dourado de Athayde Patreze ("simplesmente, um luxo") para a boca do povo dos círculos que envolvem roupas, glamour e muita afetação, você provavelmente não passou dos cinqüenta anos e não conhece Dener. No máximo, de nome, assim, meio "en passant". 

Pioneiro na criação da identidade da moda brasileira, rei dos maneirismos e das afetações dignas dos maiores costureiros estrangeiros, com talento de padrão internacional na ponta da agulha, Dener Pamplona de Abreu é, quase trinta anos depois de sua morte (em 1978, de cirrose hepática), reapresentado à sociedade brasileira na autobiografia "Dener - o luxo", que acaba de ser lançada pela Cosac Naify. 




                                                                                                                                                                   



Dener Pamplona de Abreu

Nome completo Dener Pamplona de Abreu
Nascimento 3 de Agosto de 1936
Belém, PA
 Brasil
Morte 9 de novembro de 1978 (42 anos)
São Paulo, SP
 Brasil
Cônjuge Maria Stella Splendore (1965-1969)
Vera Helena Camargo (1975-1977)
Filho(s) Frederico Augusto (falecido em 1992)
Maria Leopoldina
Ocupação Estilista
Movimento estético Alta-costura
Dener Pamplona de Abreu (Belém do Pará, 3 de agosto de 1937 — São Paulo, 9 de novembro de 1978) foi um estilista brasileiro, um dos pioneiros da moda no Brasil.

Em 1945 sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a desenhar seus primeiros vestidos. Seu primeiro contato com a moda teve lugar em 1948, com apenas treze anos de idade, na Casa Canadá, então importante butique carioca.
Maria Stella com Maria Leopoldina


Dois anos depois, em 1950, após fazer o vestido de debutante de Danuza Leão, foi contratado para um estágio com Ruth Silveira, dona de um importante ateliê, onde aprimorou seus desenhos. Em 1954 transferiu-se para São Paulo para trabalhar na butique Scarlett. Três anos depois, inaugurou seu próprio ateliê, denominado Dener Alta-Costura, na praça da República. No ano seguinte ganhou dois prêmios por sua coleção, sendo descoberto pelos meios de comunicação. Seu ateliê foi então transferido para a avenida Paulista.
Em 1963, já prestigiado, foi escolhido o estilista oficial da primeira-dama da República, Maria Teresa Fontela Goulart, esposa de João Goulart. Era também amigo da primeira-dama, que disse sobre ele: Dener foi muito importante nesta minha vida, a pública, porque a gente pode pensar que não é, mas postura é uma coisa importante. Dener casou-se em 1965 com Maria Stella Splendore, uma de suas manequins (como se chamavam à época as modelos de passarela), de quem se separaria quatro anos mais tarde. Teve dois filhos do casamento, Frederico Augusto (morto em 1992) e Maria Leopoldina, que em 2007 morava com a mãe numa comunidade hare krishna no interior de São Paulo. Há especulações na mídia de que Maria Leopoldina seja filha, na verdade, do cantor Roberto Carlos, ex-amante de Maria Stella.Desse relacionamento teria surgido inspiração para a canção A Namoradinha de um Amigo Meu. Além disso, é dito que Dener tentou esclarecer suas suspeitas para Maria Leopoldina em seu leito de morte.
Casamento com Maria Stella Splendore
Em 1968, fundou a "Dener Difusão Industrial de Moda", considerada a primeira grife de moda criada no Brasil. Em 1970 foi convidado a participar do júri de "Programa Flávio Cavalcanti". Dois anos depois lança sua autobiografia, Dener - o luxo, e o livro Curso Básico de Corte e Costura. Ao longo dos anos 70, Dener disputou com Clodovil Hernandes o titulo de papa da alta costura brasileira. Em 1975 casou-se novamente, desta vez com uma cliente, Vera Helena Camargo, separando-se em 1977. Seus problemas com o alcoolismo agravaram-se em 1978, morrendo em 9 de novembro do mesmo ano em decorrência de uma cirrose hepática.

Quase tudo já foi dito sobre Dener Pamplona de Abreu. Menos da falta que seu chique e saber-viver fazem na cidade. Morreu pobre, em 1978 aos 42 anos, é verdade, gastou tudo em festas e jantares. Naquela Época, os anos 60/70, era assim. Os eventos não eram comerciais. Em breve será lançado grande exposição (a procura de patrocínios), um espetacular e novo livro com foco na sua arte e sua moda (by Cosac Naif), além da peça (com Tuca Andrada) contando a vida deste inesquecível e único personagem social tipicamente paulistano.

http://estilo.uol.com.br/moda/ultnot/2007/08/19/ult630u6369.jhtm
http://www.ovadiasaadia.com.br/flashback.cfm?id=962
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