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domingo, 10 de abril de 2011

Casamento nos anos 50 e 60

casamento de Gracy Kelly, Princesa de Mônaco

Grace Kelly casou com o príncipe Rainier do Mónaco em Abril de 1956. A cerimónia privada foi apenas assistida por cerca de 80 convidados, restringindo-se aos amigos e família mais próxima. No entanto, foi organizada uma recepção para os cidadãos do Mónaco, para que depois da cerimónia pudessem apertar a mão da noiva princesa. A gala de celebração foi realizada na Opera House nessa noite.

De extraordinária beleza, charme e elegância, Grace Kelly abandonou a promissora carreira artística de seis anos e onze filmes para casar com o Príncipe Rainier Grimaldi do Mónaco. 

Parte da imprensa referiu-se ao evento como um romance de conto de fadas. Houve mesmo quem afirmasse que Rainier fez uma boa escolha ao casar-se com a actriz, pois recebeu como dote do seu pai dois milhões de dólares. Para além disso, atraiu uma série de turistas e atenções para o Mónaco, recuperando da crise em que se encontrava. Por outro lado, para a família Kelly esta união representava uma oportunidade de ascensão social. 

Curiosidades
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Nas cerimónias nupciais compareceram 1100 convidados e 1600 jornalistas. 
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Onassis providenciou para que fossem lançados 1500 cravos de um avião sobre o iate de Rainier.
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Uma das condições impostas pelo príncipe para que o casamento se realizasse foi que a actriz fizesse exames médicos que comprovassem a sua fertilidade. 
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De acordo com a lei Francesa e do Mónaco, realiza-se primeiro a cerimónia civil e só depois a cerimónia religiosa.
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Contrariando as previsões da alta sociedade, Grace Kelly foi feliz no casamento e esteve sempre à altura do título que lhe foi outorgado.



Nos tempos dos casamentos arranjados, não existia o namoro. Ao alcançar uma certa idade a mocinha passava automaticamente de noiva “prometida” a esposa. Não havia opção de escolha.

Até o final dos anos 50, o lugar de namoro era o sofá ou o portão, sob o olhar vigilante da mãe que de vez em quando vinha espionar para ver se os dois não estavam “fazendo o que não deviam”. Havia, também, o irmãozinho mais novo que ficava “segurando vela” por todo lado aonde iam. Sexo antes de casamento era uma atitude condenada.



Hoje, o namoro marca o começo da convivência entre as famílias e dos amigos de ambos. Os mais jovens quase sempre passeiam juntos, freqüentando os mesmos locais de lazer, os mesmos barzinhos da moda, etc.

Os “Namorados” estão sendo submetidos ao crivo social dos parentes e amigos que formal ou informalmente nem sempre aprovam a relação.

A grande virada no comportamento dos namorados se deu nos anos 60. Um dos grandes motivos dessa verdadeira revolução social de deu com a criação da pílula anticoncepcional.

Conhecer sexualmente o outro, antes do casamento, passou a ser mais freqüente, e isso fez com que as fronteiras entre namoro, noivado e casamento ficassem menos definidas.

Não existem “responsabilidades” definidas entre namorados e noivos, noivado e casamento confundem-se e a situação é ainda mais nebulosa quando os dois moram juntos.

Objetivamente, restaram apenas duas grandes categorias de “separação”: os casais que vivem juntos e os casais que tem um relacionamento fixo, porém vivem em casas diferentes.

O namoro é intimo, pessoal e intransferível. Não há festas, não há anéis de noivado, não há pedidos oficiais.

É simplesmente um compromisso a dois. E esse é o ponto mais importante e a característica mais bonita do namoro: ele é fruto de uma escolha.

http://www.casamentoecia.com.br/index.php?option=com_preparativos_home&content=outras&id=150


Nélson Rodrigues e a mulher nos anos dourados

Nos anos 50, embora a mulher não tivesse mais a grande obrigação dos casamentos arranjados pelos pais, ainda assim, tinha o perfil de mulher destinada ao lar, ou seja, a casar, ter filhos, cuidar do marido. Cabia a ela a responsabilidade do sucesso no casamento, a felicidade conjugal dependia única e exclusivamente da mulher. Mas nem todas as mulheres pensavam igualmente, é claro, nem agiam de acordo com o esperado, mas as expectativas (regras) impostas pela sociedade faziam parte de sua realidade moldando, de uma forma ou de outra, suas atitudes e pesando em suas escolhas.

Os anos dourados trouxeram para o Brasil de pós-guerra a ascensão da classe média. A possibilidade de informação, lazer e consumo tornou-se concreta para homens e mulheres. O processo de urbanização e industrialização conduziria ao aumento das possibilidades educacionais e profissionais para homens e mulheres. A partir daí, as distâncias entre homens e mulheres diminuíram; práticas sociais do namoro à intimidade também sofreram substanciais modificações.




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2 comentários:

Anônimo disse...

Mariangela, que beleza de Blog, adorei! Me fez recordar muita coisas do tempo que vivi em Catanduva, que saudades!!!Vilma Orlando

Mariangela disse...

Olá Vilma!
Você nem imagina que alegria me trouxe com seu comentário! É isso mesmo que pretendo. Resgatar esta fase tão boa de nossas vidas, enxer nossos corações de doces e agradáveis recordações e deixar aqui registrado este período de nossa história.
Muito obrigada pelas suas palavras de incentivo!
Um grande abraço!