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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Primeiro transplante de coração- Década de 60



Dr Zerbini


Dr Christian Barnard


Os transplantes de tecidos e órgãos têm sido por longo tempo objeto da pesquisa médica. Os primeiros casos de transplantes de um ser humano para outro foram de córneas e começaram a ser feitos por volta de 1880.

Os transplantes de órgãos começaram na década de 50 com o transplante de um rim de um gêmeo univitelino para outro. Se os primeiros êxitos de transplante renal datam de 1957, a consagração do sucesso de rim transplantado veio em 1956 com o seguinte caso: Wando Foster deu um rim à irmã gêmea Edith Helen, ambos casados, de 21 anos, sem filhos.

A experimentação de transplantes em animais começou muito antes. A partir de 1905, estudos de coração foram feitos, tentando-se o transplante de coração de um animal ao pescoço, abdômen ou região inguinal do outro; portanto, demonstrando-se a habilidade do coração em funcionar após o transplante. Foi observado que, após dias, os corações mostraram mudanças fisiológicas e estruturais indicando rejeição. Esforços experimentais foram então feitos no sentido de superar esse problema.

Durante os anos 60, avanços na medicação imunossupressiva em seres humanos aumentaram o sucesso dos transplantes de rins, e cirurgiões iniciaram transplantes de outros órgãos e tecidos. Ainda com sucesso limitado foram feitos transplantes de medula, pulmão, fígado e pâncreas. Transplantes de ossos e pele foram acrescentados como opções a mais na área dessas cirurgias.

Em 1967, o Dr. Christian Barnard realizou o primeiro transplante cardíaco de ser humano para ser humano. A esse evento seguiu-se o estabelecimento de programas de transplante cardíaco no mundo inteiro no final da década de 60. No Brasil, o pioneirismo deve-se ao Dr. Zerbini, no Hospital das Clínicas da FMUSP, que em 26/5/1968 realizou o primeiro transplante de coração em João Ferreira da Cunha (João Boiadeiro) que sobreviveu 27 dias.

O caso de sobrevivência mais longo no mundo de transplante de coração é o de Emmanuel Vitria. Ele recebeu um coração novo na França (Marselha) em 1968, vindo a falecer aos 11 de março de 1987, aos 67 anos. Viveu, portanto 18 anos com o coração jovem de um fuzileiro naval que morreu aos 20 anos, em um acidente de trânsito.

http://www.viavida.org.br/artigos_detail.asp?id=7


Por Mariângela Cândido







Um comentário:

Mariangela disse...

as mocinhas da época, consideravam o Dr Christian Barnard um tremendo gato! Diziam:- Ai! quero que ele cure meu coração apaixonado! kkkkkkk.......