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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Comandante Rolim da TAM, brevetado em Catanduva






COMANDANTE ROLIM DA TAM, BREVETADO EM CATANDUVA
Rolim Adolfo Amaro nasceu no dia 15.09.1942, em Pereira Barreto, Estado de São Paulo. Com 13 anos abandonou a Escola na sétima série para ajudar nas despesas da casa, (...)

Linhas da Nossa História 12/11/2006 00:00:00 | Por Nelson Bassanetti

Rolim Adolfo Amaro nasceu no dia 15.09.1942, em Pereira Barreto, Estado de São Paulo. Com 13 anos abandonou a Escola na sétima série para ajudar nas despesas da casa, sendo aprendiz em várias profissões, mas o vírus da aviação estava em seu organismo.
Aos 18 anos Rolim foi às escondidas para Catanduva tratar do brevê. O curso de aviador era caro. Para formar-se eram necessárias 45 horas de vôo e seu dinheiro conseguido com a venda de uma lambreta, só pagava 22. Mesmo assim mudou-se de Fernandópolis para Catanduva, desfazendo-se também de alguns objetos pessoais: anel, despertador, calça de linho, uma jaqueta de couro e até o radinho de pilha de estimação, levando consigo uma única calça preta para não denunciar a sujeira, um solitário par de sapatos, dois pares de meias e duas camisas do modelo conhecido na época como “volta ao mundo”. Durante o dia se oferecia de graça para pequenos serviços no Aeroclube e à noite, com um biribinha emprestado, fazia ponto na cidade onde faturava alguns trocados. Morava em Catanduva, numa pensão barata, na Rua Pernambuco com uma única refeição por dia; ou almoçava, ou jantava. Comera tanto bife de fígado que não podia ver mais o prato. Quando fez as horas de vôo para ser brevetado não tinha nenhum centavo e faltava pagar 10.000 cruzeiros, que era a taxa de inscrição do exame final. Ao recorrer a um tio, teve que dar meia volta. Ele lhe disse que o sonho da sua mãe era vê-lo como balconista das Casas Pernambucanas e que ele preferira ir atrás da aviação, coisa de vagabundo e louco, portanto que fosse trabalhar. Muitos anos mais tarde, instalado no escritório com vista para os seus aviões, que decolavam a todo o momento em Congonhas, diria que um amigo surgira toda vez que estivera necessitado. “As pessoas não podem perder a fé”, afirmava, “não devem se entregar, por maior que seja o problema”.
Rolim tinha a capacidade de extrair o melhor das pessoas e isso levou a TAM a chegar ao topo da aviação brasileira. Ele entendeu que as empresas aéreas são muito parecidas no básico, equipamentos e rotas, velocidades e escalas e que autonomia e características técnicas pouco variam entre concorrentes. O que faz toda a diferença é o ser humano. O sorriso da comissária, o empenho da equipe de terra em diminuir um tempo de trânsito, o piloto que capricha no speech, o diretor de marketing que ousa, esses são os verdadeiros heróis que transformam um monte de aviões numa verdadeira empresa aérea, porque na outra ponta do tapete vermelho, está a sua espera sua majestade, o Consumidor. Com essa percepção e trabalho, ele ultrapassou a concorrência, voou non-stop ao coração dos seus passageiros e colaboradores e abriu seu caminho num país onde a aviação, tornada ultradependente do poder público, sempre subsistira à sombra de favores e negociatas e ele, a seu modo, fez o caminho inverso.
Vencera no negócio mais difícil do mundo, uma atividade altamente dependente de capital (para comprar aviões), de gente (no atendimento), de energia (combustível), todos os fatores isolados já caracterizam uma empresa de alto risco. Por que tudo isso? Aonde ele desejava afinal chegar? Em um momento de reflexão, certa vez disse o que acreditava ser o maior mérito de sua história. Ela serviria, segundo ele, especialmente aos jovens. “É preciso mostrar que é possível fazer, transformando sonho em realidade”. Quando morreu em 08.07.2001, em acidente aéreo perto de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, sua companhia tinha 8.000 empregados, 98 aparelhos, dos quais 58 jatos com mais de cem lugares, transportava um milhão e meio de passageiros por ano, um faturamento anual de mais de um bilhão de dólares numa seqüência de dez anos de lucros consecutivos.
A TAM continua firme e forte, mas, com o falecimento de Rolim, ela ficou sem a aura de seu líder carismático, vibrante, entusiasta, um guru de marketing, visionário de jeito simples e afável, um caipira internacional, destemido, que se fez por ousar, sendo considerado um dos Empreendedores do Século em concurso realizado pela revista “Isto é”.

“Rolinianas”

“Para ganhar credibilidade, é preciso executar uma interminável série de ações corretas; Para perdê-la, basta um erro”
“Trabalhe na causa, não no efeito”
“O caminho para o sucesso não é fazer uma coisa 100% melhor, mas fazer cem coisas 1% melhor”
“Pense muito antes de agir”
“Lembre-se de que aquilo que o cliente vê vale mais do que você fala”
“Se o empregado desconhece a missão da empresa e a sua própria, será apenas um assalariado e, portanto, infeliz”
“Nós precisamos de pessoas que tomem decisões. Peque por ação, não por omissão”
“É sabido que o homem positivo é aquele que vê, em cada problema, uma oportunidade. E o negativo é aquele que faz de cada oportunidade um problema”
“Toda grande obra é fruto da obsessão de um sonhador”

Pesquisa no livro “O sonho brasileiro”, de Thales Guaracy (2003)

De Nelson Bassanetti, linhas da n ossa história- Portal Notícias da Manhã.

2 comentários:

silas disse...

Eu tenho profunda admiração pelo Comandante, e por suas histórias. Certa vez em uma entrevista comentou ao ser perguntado pela reporter:

- Cmt Rolim , o Sr que passou por por uma vida humilde, já comeu, "MARMITA", FOI POBRE, me diga sendo hoje, RICO, dono de uma companhia aérea, pode comprar, digo, ter o que quiser. Me diga então qual é a diferença então, o que tem a dizer sobre isso. RICO x POBRE.

- RESPOSTA, DIGO A VOCÊ QUE TUDO É UMA GRANDE ILUSÃO, PORQUE TUDO QUE TENHO HOJE, E TUDO QUE POSSA A TER EM QUALIDADE DE VIDA QUALQUER UM PODE TER TAMBÉM.

EXPLICO: POR MAIS DINHEIRO QUE TENHA, ESTOU LIMITADO AO MEU PRÓPRIO SER. ASSIM SÓ POSSO DORMIR EM UMA CAMA, POR MAIS CAMAS QUE POSSUA, DE IGUAL FORMA SÓ POSSO ANDAR EM UM CARRO POR MAIS CARROS QUE POSSUA, SÓ POSSO COMER EM UM PRATO, VESTIR UMA PEÇA DE ROUPAS, LOGO CONCLUO QUE SE VOCÊ QUER COMER UMA BOA COMIDA NO RESTAURANTE CHIQUE, NUNCA IRÁ CUSTAR UM SALÁRIO QUE VOCÊ NÃO POSSUE, DE IGUAL FORMA, PODE ALUGAR O CARRO MELHOR, O HOTEL COM A MELHOR SUITE E DESFRUTAR DE TUDO SE ASSIM O DESEJAR E SATISFAZER O SEU DESEJO DE SER RICO, MAS DIGO QUE PARA TER A VERDADEIRA FELICIDADE, VOCÊ SÓ PRECISA, AMAR SEUS PAIS, SEUS FILHOS, AMIGOS, E TER UM BOM RELACIONAMENTO COM VIDA.

Mariangela disse...

QUE LINDO!!!
UM FILÓSOFO QUE TIROU A FILOSOFIA DA PRÁTICA E REALIDADE DA VIDA...