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domingo, 2 de outubro de 2011

A Era do Rádio




A primeira transmissão de rádio realizada no Brasil ocorreu no dia 7 de setembro de 1922, durante a inauguração da Exposição do Centenário da Independência na Esplanada do Castelo. O público ouviu o pronunciamento do Presidente da República, Epitácio Pessoa, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, transmitida diretamente do Teatro Municipal. Desde 1922 as experiências com rádio-clubes vinham sendo realizadas; entretanto, foi somente em 1923 que Roquette Pinto inaugurou a primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade. No ano seguinte, foi inaugurada a Rádio Clube do Brasil. Em 1926, foi inaugurada a Rádio Mairynk Veiga, seguida da Rádio Educadora, além de outras da Bahia, Pará e Pernambuco.

A década de 30 marcou o apogeu do rádio como veículo de comunicação de massa, refletindo as mudanças pelas quais o país passava. O crescimento da economia nacional atraía investimentos estrangeiros, que encontravam no Brasil um mercado promissor. A indústria elétrica, aliada à indústria fonográfica, proporcionaram um grande impulso à expansão radiofônica.


(1938 - 1945)
radinho de pilha dos anos 60 para ouvir o futebol
Quando a Rádio Nacional foi fundada, no ano de 1936, o mundo inteiro ainda mal refeito da primeira Grande Guerra esperava pela eclosão de um novo conflito. No Brasil, Getúlio Vargas governava com aparência de alguma legalidade. Fora eleito por uma Assembléia Constituinte, por ele mesmo nomeada, em 1934. Entretanto, o golpe que viria a implantar o Estado Novo encontrava-se em gestação. O governo conseguira a pouco debelar a Intentona Comunista, liderada por Carlos Prestes. Foi neste cenário, que a Rádio Nacional foi concebida.[2] A Rádio Nacional marcou a radiofonia no Brasil. Em seus quadros, brilhavam os talentos de Iberê Gomes Grosso, Luciano Perrone, Almirante, Radamés Gnattali e Dorival Caymmi. Em 1940, a Rádio Nacional foi encampada pelo governo de Getúlio Vargas, a programação ganhou novo formato, sob a direção de Gilberto de Andrade.
O auge do rádio no Brasil ocorreu a partir dos anos 40, quando o país assiste o surgimento de ídolos, novelas e revistas a expor o meio artístico. Dessa época são nomes como Mário Lago, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Paulo Gracindo, Janete Clair e muitos outros, que eram retratados na Revista do Rádio, de Anselmo Domingos.
Apesar de ter garantido por várias décadas papel de destaque na sociedade brasileira, em fins da década de 1950, com a concorrência da televisão, o rádio começou a perder prestígio, uma vez que a recente novidade reunia não apenas som, mas também imagem. Além do mais, ficava caro manter um cast de atores e atrizes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_do_R%C3%A1dio

A ERA DO RÁDIO
     O rádio foi a grande novidade da primeira metade do século XX no Brasil. Por ele, passaram notícias do país e do mundo, músicas, novelas, fofocas, anúncios, seriados, entre tantos outros programas que chegaram e começaram a fazer parte da vida dos brasileiros.

1950 – O jornalismo ganha mais espaço
     A Rádio Nacional possuía a Seção de Jornais Falados e Reportagens. Foi a primeira no Brasil a ter uma equipe de jornalismo, composta por um chefe, quatro redatores e um colaborador de notícia parlamentar. Devido a isso, seus noticiários tinham grande audiência. Mas tudo mudou em 1950, quando a emissora perdeu sua exclusividade para a Rádio Tupi (SP e RJ), que passou a exibir programas informativos com significativa audiência.
     O jornalismo da Rádio Continental do Rio de Janeiro também começou a concorrer com o da
Rádio Nacional e com o Repórter Esso. Chamada de “A voz do povo” inovou no jornalismo,
sendo a primeira emissora brasileira em reportagens externas. Além disso, o jornalismo da
Rádio Continental dava mais destaque às notícias locais, diferentemente do Repórter Esso, que priorizava as notícias internacionais.

Rádio X TV
     O ano de 1951 marcou o primeiro e decisivo golpe na rádio brasileira: a inauguração da TV
Tupi, a primeira emissora de televisão brasileira. Inicialmente, o aparelho de televisão não era acessível para a grande maioria dos brasileiros.
     Aos poucos, no entanto, ele foi se popularizando. Apesar de a Rádio Nacional continuar sendo muito ouvida, na metade da década de 50 uma pequena queda nos índices de audiência foi registrada, assim acontecendo com as demais rádios do país...
     Unindo o som à imagem, a televisão roubou o espaço até então ocupado pelo rádio. Além
disso, trouxe para a sua programação vários dos produtores, cantores, comediantes, artistas e programas — como o Repórter Esso — que antes pertenciam às emissoras de rádio.
     O rádio continuou existindo, mas jamais voltou a ser o “rei” da casa, reunindo as famílias em
torno de si para ouvir notícias, chorar, sorrir e se emocionar com as novelas, se divertirem com os programas de auditório, cantar e dançar suas músicas...
Era o fim da “era do rádio”... e o começo do reinado da televisão...

http://pablitoartes.blogspot.com/2011/02/era-do-radio.html


Repórter e os locutores que fizeram maior sucesso no noticioso foram: Gontijo Teodoro, Luiz Jatobá e Heron Domingues. 

Reporter Esso-Anuncia a morte de Carmem Miranda-1955





Radionovela "O direito de Nascer", na Rádio nacional nos anos 50.

A rádio Nacional   foi para o povo Brasileiro o canal de formação e informação e com isso podemos dizer que nos anos 1940 e 1950, a Radio Nacional foi a globo de hoje,ou dizer que a globo de hoje é a rádio Nacional do passado.






Gol do Pelé em 1958, narrado porOsvaldo Moreira pela Ràdio Nacional.Quinto gol do Brasil, se consagrando campeão mundial naquele ano.(Brasil x Suécia)














6 comentários:

Valéria disse...

Me lembro como se fosse ontem...
o radio na minha casa tinha lugar de destaque, ficava na sala de jantar;
a noite os adultos se reuniam para ouvir o "Reporter Esso"...novelas também;
as crianças(meu irmão e eu)ficávamos brincando sentados no chão em silêncio, proibido barulho...
Depois veio a TV ,esta reinava na sala de visitas,
o radio passou para a cozinha...coitadinho, "foi rebaixado"!...rsrs
Bom recordar esses acontecimentos, quanta coisa boa já vivemos e vimos acontecer!

Mariangela disse...

Realmente Valéria, vivemos uma época de profundas mudanças tecnológicas que ocasionaram mudanças sociais e culturais, principalmente com a chegada da Tv dentro de nossos lares.
Muito gostoso ler seu comentário,que registra uma época muito bonita e simples de nossas vidas!
Adorei! Bjs!

Valéria disse...

Na época, que me lembre a novela era "O Direito de Nascer", era tão envolvente que dava para perceber os olhos "rasos" da minha mãe, avó e tia quase por "tranbordar"...
Com a vinda da TV, me lembro a vizinhança querendo ver, a nossa , foi uma das primeiras no quarteirão ...era bem grande, a "caixa" imitava madeira e na tela colocava-se uma tela adaptada, verde que nos dava a impressão de ser colorida!
O que mais me marcou foi quando meu pai trocou por uma mais moderna só para assistirmos a Mariluci Facci no concurso de Miss S Paulo, que para nossa alegria foi eleita!
Bons tempos, doces lembranças!

Valéria disse...

Na época, me lembro, a novela era "O Direito de Nascer", tão envolvente que dava para perceber os olhos "rasos" das mulheres da casa, minha mãe, avó e tia, quase por "transbordar"...
Com a vinda da TV meu pai logo comprou uma e a vizinhança querendo ver, foi uma das primeiras no quarteirão, era bem grande, a "caixa" imitava madeira e na tela colocava-se outra tela adaptada, verde, que nos dava a impressão de ser colorida!
O que mais me marcou na época foi quando meu pai trocou por uma mais moderna, só para assistirmos a Mariluci Facci no concurso de Miss S Paulo, que para nossa alegria, foi eleita!
Bons tempos, doces lembranças!

Mariangela disse...

A Vitória de Mariluce Facci realmente foi um acontecimento marcante na história de Catanduva e de nossas vidas. Quem de nossa geração de Catanduva, não se lembra da euforia dos catanduvenses quando ela foi eleita miss S Paulo?

Quanto ás tvs preto e branco da época, eu me recordo que se colocava papel celofane colorido por cima da tela. As imagens ficavam todas vermelhas, azuis ou verdes dependendo da cor do papel. rsrsrs....

teste disse...

teste