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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Aquarela do Brasil, hino nacional extra-oficial,



Uma canção que  se tornou realmente o nosso hino nacional extra-oficial, foi a “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso.

A canção "Aquarela do Brasil" recebeu esse título porque foi composta numa noite de 1939 na qual Barroso foi impedido de sair de casa devido a uma forte tempestade. Naquela mesma noite, também compôs "Três Lágrimas" antes que a chuva acabasse.
Antes de ser gravada, "Aquarela do Brasil", inicialmente chamada de "Aquarela Brasileira", foi apresentada pelo barítono Cândido Botelho no musical Joujoux e balangandans, espetáculo beneficente patrocinado por Darcy Vargas, a então primeira-dama. A canção foi originalmente gravada por Francisco Alves, com arranjos e acompanhamento de Radamés Gnattali e sua orquestra, e lançada pela Odeon Records naquele mesmo ano. Foi também gravada por Aracy Cortes e, apesar da popularidade da cantora, a canção não fez sucesso, talvez por não ter se adequado bem à voz dela.

                                                                                   Popularidade

O sucesso de "Aquarela do Brasil" demorou a se perpetuar. Em 1940, não conseguiu ficar entre as três primeiras colocadas no concurso de sambas carnavalescos, cujo júri era presidido por Heitor Villa-Lobos, com quem Barroso cortou relações, que só foram retomadas quinze anos depois, quando ambos receberam a Comenda Nacional do Mérito. O sucesso só veio após a inclusão no filme de animação Saludos Amigos, lançado em 1942 pelos Estúdios Disney. Foi a partir de então que a canção ganhou reconhecimento não só nacional como internacional, tendo se tornado a primeira canção brasileira com mais de um milhão de execuções nas rádios estadunidenses.

Devido à enorme popularidade conquistada nos Estados Unidos, a canção recebeu uma letra em inglês do compositor Bob Russell, escrita para Frank Sinatra em 1957. Desde então, já foi interpretada por cantores de praticamente todas as partes do mundo.
Durante a ditadura militar, Elis Regina interpretou aquela que talvez seja a versão mais sombria da canção, acompanhada por um coral que reproduzia os cantos dos povos indígenas do Brasil.

 Vejam, clicando na telinha abaixo, trechinho do famoso desenho de Disney "Saludos Amigos".










Ary Barroso, ganhou o mundo exaltando as belezas desse país e, de certa forma, acabou se tornando uma bem-vinda autodenominação do povo brasileiro.

Curioso é descobrir que, na ocasião do lançamento da música, o DIP -órgão de censura do Estado Novo- considerou depreciativo o verso “terra do samba e do pandeiro”, no entanto não fez restrições à “mulato inzoneiro”. Talvez os censores simplesmente não tivessem conhecimento do significado da expressão, pois “Inzoneiro” quer dizer malandro, mentiroso, manhoso. Não por coincidência “Aquarela do Brasil” virou tema do desenho dos Estúdios Disney que nos apresentou a Zé Carioca, um papagaio malandro e conquistador que graciosamente dá um baile em Donald, o “pato” americano.
O Brasil tem uma identificação musical inconfundível. Em qualquer parte do mundo onde se ouve um Brasileirinho de Waldir Azevedo, um Tico-Tico no Fubá de Zequinha de Abreu, um Som de Carrilhões de João Pernambuco, um Odeon de Ernesto Nazareth, os chorões e seus ritmos, as pessoas logo associam à imagem do nosso país tropical, colorido, místico, com suas belezas naturais.

Abaixo Aquarela do Brasil nas vozes de Frank Sinatra , Elis Regina e Ray Conniff










http://www.jornalbr.com/?book=colunistas.html&link=musica_no_brasil.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquarela_do_Brasil
http://g1.globo.com/platb/instanteposterior/2007/09/25/o-jeitinho-brasileiro/

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O dia em que Elvis Presley partiu.



Hoje, 8 de janeiro, é dia do aniversário de Elvis Presley, e como fã que sou deste grande e eterno ídolo, resolvi fazer esta postagem sobre o dia em que partiu, ,para relembrar o período glorioso deste "rei" entre nós, período este que tivemos o privilégio de vivenciar! 

Em 16/08/1977: Morre Elvis Presley. Com certeza o maior nome do rock and roll de todos os tempos, embora nos últimos anos de sua vida viesse se dedicando cada vez menos a rock, mas sim a baladas românticas. À medida que sua carreira declinou se tornou consumidor abusivo de drogas medicamentosas (abominava drogas propriamente ditas como cocaina, heroína ou maconha). Entre outras se destacavam em seu coquetel químico diário medicamentos para perda de peso e controle de apetite, tudo associado a um ritmo de shows e gravações intermináveis. Foi encontrado desacordado no banheiro onde devia ter desmaiado algumas horas antes. Só foi declarado morto no hospital. Não foi constatada em seu corpo nenhuma droga ilegal e a causa oficial da morte foi falência cardíaca. Aos 42 anos.
Seguem algumas informações retiradas da Wikipedia.

A morte de Elvis Presley

Na noite de 15 de Agosto Elvis vai ao dentista por volta das 11 da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, joga um pouco de tênis e toca algumas canções ao piano, indo dormir por volta das 4 ou 5 da madrugada do dia 16. Por volta das 10 horas Elvis teria levantado para ler no banheiro, 

o que aconteceu desse ponto até por volta das duas horas da tarde é um mistério, o desenlace ocorreu, possivelmente, no final da manhã, no banheiro de sua suite, na mansão Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Os fatores predisponentes sistêmicos, os hábitos cotidianos e as circunstâncias que culminaram com a morte de Elvis Presley, são dos pontos mais polêmicos e controvertidos entre seus biógrafos e fãs. Elvis só foi encontrado morto no horário das duas horas da tarde por sua namorada na época, Ginger Alden. Logo após, o seu corpo é levado ao hospital "Memorial Batista" e sua morte confirmada.
A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura; inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeraram em maior número em frente a mansão. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. O velório aconteceu no dia 17. Alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas.
Por volta das 3 da tarde do dia 18 a cerimônia para familiares e amigos foi realizada, com canções gospel 
sendo cantadas pelos "Stamps" (Grupo vocal gospel) e por Kathy Westmoreland (cantora), ambos fizeram parte do grupo musical de Elvis na década de 70. Após a cerimônia todos foram levados até o cemitério em limusines, logo em seguida o corpo de Elvis é enterrado.

A verdadeira causa da morte. Autópsia

 Elvis Presley é tão querido que, 30 anos depois de sua morte , verdadeira legião de fãs reluta em aceitar o silêncio definitivo do cantor. O fenômeno pop vendeu mais de 100 milhões de discos e não falta quem diga que o tenha visto andando por aí.

Para o médico patologista mineiro Raul Lamim, o bordão " Elvis não morreu" só pode ser produto do carinho desmedido dos fãs. E há um bom motivo para isso: formado em 1970 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora ( UFJF ), Lamim não tem dúvida de que o ídolo partiu mesmo para o além. Foi ele quem fez a autópsia do corpo do músico.
Aprovado em concurso promovido pela embaixada norte-americana, Raul era residente sênior em patologia do Baptist Memorial Hospital de Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos. Deveria fazer quatro plantões por ano na especialidade. O primeiro foi exatamente em 16 de agosto de 1977, dia em que Elvis morreu, aos 42 anos. " Eram aproximadamente 16 horas. Já estava indo pegar o bipe para assumir o plantão noturno em casa", conta ele. Naquele instante,Lamim percebeu burburinho diferente em um dos acessos ao hospital, vinculado à universidade do estado do Tennessee.



Pensou tratar-se de caso de rotina, até ser comunicado de que Elvis Presley, morador de Memphis desde 1948, havia morrido. " Achei que fosse brincadeira, mas o corpo já estava na mesa de necropsia", lembra. O mineiro , então, entrou em contato com o staff do hospital. Ele e o médico Thomas Mc Cheney iniciaram os procedimentos.
"Abrimos o corpo completamente e examinamos todos os órgãos", descreve o professor da UFJF e integrante do serviço de Anatomia e Patologia ( SAP ) da Santa Casa de Misericóprdia de Juiz de Fora.

" Ele morreu asfixiado", garante o patologista mineiro. Lamim explica que sinais detectados no corpo o levaram a essa conclusão - entre eles, cianose da cintura para cima e boca entreaberta, com a língua de fora. Elvis Presley foi encontrado com o rosto voltado para o chão sobre o carpete do banheiro da mansão Graceland, atualmente o segundo ponto turístico mais visitado dos Estados Unidos ( atrás apenas da Casa Branca).

Lamim lembra que Elvis usava soníferos e, provavelmente, teria abusado dos remédios. " As drogas para dormir entreagem entre si. Algumas levam a sono profundo", esclarece.
O patologista ressalva que o músico viajou mais de nove meses seguidos em turnê." Segundo consta, ele estava cansado e deprimido ( ...).Já estava doente e chegou a ser hospitalizado em 1973, 1975 e 1977 ".

O doutor Lamim condena qualquer especulação que atribua a morte do cantor pelo uso de drogas ilícitas. " Ele nunca fez uso desse tipo de drogas.Vi os registros médicos".

Lamim é citado quatro vezes no polêmico The Death of Elvis Presley - What really happened ( A morte de Elvis Presley- O que realmente aconteceu), lançado em 1991 pelos jornalistas norte-americanos Charles Thompson e James Cole. Os autores levantam várias hipóteses para o " misterioso" desaparecimento do cantor. Especulam que ele esteja vivo em qualquer lugar e beneficiado pela lei de proteção a testemunhas.O professor da UFJF tem várias restrições ao livro, que classifica de sensacionalista ." Inventaram que havia mais um médico mas apenas dois fizeram a necropsia", salienta.

Autor do texto: Ricardo Bechini
Fonte: Jornal Estado de Minas de 2 de janeiro de 2008, Caderno Cultura, pag 5.




Uma polêmica envolvendo o nome de Elvis é a famosa frase “Elvis Não Morreu”, que surgiu devido à repetitiva propaganda feita na TV brasileira, para a divulgação do filme de mesmo nome. Para alguns, essa frase tem um forte apelo comercial e de marketing, entretanto, muitos de seus fãs acreditam plenamente que o músico realmente ainda está vivo, ou, pelo menos, não morreu na data considerada oficial.

Elvis não morreu! Ele esta mais vivo do que nunca, mostrando que o tempo não apagou seu brilho!







Fonte: Da Morte ao Mito: 16/08/12 - 35 anos que "Elvis não morreu" http://whiplash.net/materias/news_836/161224-elvispresley.html#.Us3xKtJDuSo#ixzz2prF4yZC2

http://whiplash.net/materias/diaadia_mortes/057519-elvispresley.html#.Us3cPdJDuSo
http://whiplash.net/materias/news_836/161224-elvispresley.html#.Us3xKtJDuSo


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Samba Em Preludio - Vinicius de Moraes ,Maria Creuza y Toquinho




Eu me sinto  privilegiada por fazer parte da geração de ouro da MPB. Foi o "canto do cisne" da música brasileira na qual faziam parte Tom, Vinicius, Francis Hime, Baden, Carlos Lira, Boscoli, Menescal, Os Cariocas, João Gilberto, etc. Os meus ouvidos foram muito bem educados, no bom gosto musical, em letras de poesia pura...
Eu sem você não tenho porque
porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz
jardim sem luar
luar sem amor
amor sem se dar



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

TODDY 1958





Primeira Propaganda do Toddy na Televisão.

A propaganda do Toddy, realizada em 1958, pela Agência McCann Erickson, abusava da repetição do nome do produto e no excesso de referências aos atributos do achocolatado, uma forma de fixar a marca no inconsciente das pessoas.

Vários sites e blogs identificam as atrizes da abertura como: Norma Benguell, a primeira atriz a protagonizar uma cena de nu frontal no Brasil, no filme Os Cafajestes. Benguell faleceu de câncer de pulmão, no dia 09 de outubro de 2013. A outra atriz da abertura é a saudosa Márcia de Windsor, destacada jurada dos programas Flávio Cavancanti e Sílvio Santos. Dona de uma elegância e gentileza impar, a atriz era conhecida por dar nota dez para todos os calouros. Márcia faleceu em 1982, ainda jovem, aos 49 anos.

Quem apresenta o texto principal é a famosa garota propaganda dos anos 60, Branca Ribeiro, dona de uma bela voz, que a levaria a apresentar vários programas e jornais na televisão. Branca, faleceu em 2007, aos 70 anos. Infelizmente não consegui identificar os demais participantes do comercial, portanto, está lançado o desafio aos leitores e pesquisadores.

http://www.drzem.com.br/2009/07/propaganda-do-toddy-realizada-em-1958.html


domingo, 10 de novembro de 2013

Saudade do papel higiênico rosa!


A velha toada de criança diz que quem não tem papel se limpa com jornal. Verdade? Mais que isso.             Além das notícias impressas, os seres humanos já tiveram que se virar de outras maneiras. 

Pensando neste tema, dei-me conta de uma discreta, porém fundamental, mudança na cenografia do cotidiano: o papel higiênico rosa não existe mais. Os purpúreos rolos, outrora onipresentes em muitos lares desprivilegiados e privadas públicas deste Brasil, deixaram a vida para entrar na história. 

A história mais comum a respeito do surgimento do papel higiênico, essencial para a higiene pessoal de todas as pessoas, é que algo bem próximo ao papel higiênico tenha sido criado na China, por volta 875.

O papel higiênico como conhecemos hoje em dia surgiu em 1857 por Joseph Gayetty, que tentou vender pacotes com folhas separadas, porém o produto foi um desastre de vendas, pois era caro e com poucas folhas. Já em 1879, os irmãos Edward e Clarence Scotts iniciaram um negócio de objetos descartáveis, incluindo um papel muito macio e de fácil desintegração, o que podemos dizer que foi a primeira tentativa bem-sucedida de massificar o uso do papel 

Antes de seu surgimento

Depois de se perguntar como foi seu surgimento,nos deparamos com uma simples curiosidade:e antes dele surgir? Como as pessoas faziam para se limpar?
Os gregos usavam pedras ou argila. Os romanos, esponjas embebidas em água salgada. Os árabes, a mão esquerda, considerada impura. Ao longo dos tempos, e conforme os locais, usaram-se pedras, folhas de maçarocas, penas de aves, relva, trapos, cascas de mexilhão, folhas de plantas e, já no século XIX, folhas de jornais ou de catálogos de vendas, muito comuns naquele tempo.

No Brasil as pessoas pessoas costumavam fazer a sua limpeza com folhas de alface, água e por vezes sabugos de milho. A palha de milho foi muita utilizada na década de 50: de preferência, as folhas verdes, que não eram ásperas, apesar de hoje existir certas marcas de papéis higiênicos que mais parecem lixa.
Porém, o mais prático e simples era usar o próprio rio, já que facilitava todo trabalho. Já parou para imaginar isso, para imaginar essa cena? Pois é, até hoje acontece isso em locais próximos ao rio São Francisco. E pode acreditar!


1928 – Primeiro papel higiênico

A Melhoramentos muda a situação com o lançamento do Sul América, primeiro papel higiênico fabricado na América Latina. Na mesma época, a Companhia lança a toalha Volga, primeira toalha de papel do mercado brasileiro. O revolucionário produto era embalado em um pacote com folhas soltas, e o público-alvo inicial foram as barbearias.
1965 – Mimoso
É lançado o primeiro papel higiênico decorado do Brasil, o Mimoso, mais uma novidade para o mercado.
1988 – Papel Sublime

Marcas tambem muito conhecidas nas décadas de 50, 60 e 70 eram:

Quem não se lembra do papel higiênico Primavera? O famoso papel higiênico cor-de-rosa. Por ter uma qualidade inferior e também por ser encontrado nos mercados em embalagens unitárias tinha um baixo custo ao consumidor, tanto que em escolas públicas sempre era encontrado o papel Primavera nos banheiros.

"Primavera é super macio, primavera, papel primavera" 
Era uma lixa!!!


A primeira propaganda produzida para o Papel Higiênico Primavera, uma das primeiras do Brasil d
segmento. Animação com a Menina Primavera. Jingle e propaganda marcante.




Papel Higiênico Tico Tico

Ninguém se apercebia da relação do pequeno pássaro com a a higiene.
O chique então era usar papel tico-tico , lembram-se? Era tão áspero que quando criança a gente dizia que o tico-tico bicava o fiofó da gente... rsrsrs.....



Processo de fabricação de papel higiênico:


São produzidos com celulose proveniente do processamento da madeira. A mistura das matérias-primas é feita em uma espécie de caldeirão, no qual se forma uma pasta aquosa, que depois recebe tratamento químico para ser branqueada. Depois, a massa preparada no caldeirão é levada para máquinas refinadoras que distribuem as fibras de forma homogeneizada, formando uma película disposta em uma tela especial. Na seqüência, a máquina promove a secagem do papel em cilindros e capotas de ar aquecidas. Para eliminar a presença de microorganismos nocivos à saúde humana, todos os papéis passam por um tratamento químico especial. Após a secagem, Ele é, então, acondicionado na forma de grandes bobinas e, em pouco tempo, segue para as máquinas conversoras, que transformam os enormes rolos em produtos acabados.

O papel higiênico rosa podia ser feio, meus amigos, podia ser rude e agressivo,até comparado a uma "lixa", mas funcionava. Éramos felizes e não sabíamos. Éramos livres e não sabíamos. Saudades do papel higiênico rosa.

http://vinicblog.blogspot.com.br/2011/06/curiosidades-do-papel-higienico.html
http://pollysoraggi.blogspot.com.br/
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/papel-higienico-433706.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/1148629-papel-higienico-rosa.
jornalpenalivre.blogspot.com.br/2013/08/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_21.html
http://coisasolds.blogspot.com.br/2011/12/papel-primavera.html





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Zé Arigó e suas incríveis curas mediúnicas.




Houve um tempo, entretanto, que o maior número de visitantes vinham movidos pela fé, esperança de cura de várias doenças, até mesmo as consideradas incuráveis. Vinham porque acreditavam na força paranormal de Zé Arigó, o maior fenômeno mediúnico do Brasil.

Em Congonhas, Zé Arigó realizou durante mais de 20 anos, as curas mais surpreendentes. Através do espírito do médico alemão, Adolf Fritz, diagnosticava, dava receitas e até operava, se necessário fosse, mas não permitia nunca que um paciente voltasse sem a sua assistência.

Nascido em uma fazenda na periferia de Congonhas-MG, José Pedro de Freitas, o Zé Arigó (1918-1971), era o primogênito de uma família de dez irmãos. Desde pequeno viu-se assombrado por imagens macabras que o perseguiam por onde quer que fosse. Já na adolescência recebia a visita nada palpável de um homem que se dizia um médico alemão - Dr.Fritz - já falecido, que tinha a incumbência de praticar a cura de enfermos utilizando o corpo de Zé Arigó. Depois de muito resistir Arigó acabou por se submeter aos apelos do tal espírito. 
O apelido foi dado por amigos frequentadores de um bar que Arigó tinha, no centro da cidade.

Por volta de 1950, Zé Arigó começou a apresentar alguns distúrbios que o perturbavam de modo peculiar: fortíssimas dores de cabeça, insônias, transes e visões que o levaram perto da loucura. E uma voz que o acompanhava onde quer que fosse. Apesar de visitar diversos médicos, sofreu durante três anos tais perturbações. Um dia, a voz que o perseguia, tomou seu corpo e ele pode ver um personagem calvo, vestido de avental branco e supervisionando uma equipe de médicos e enfermeiros em uma enorme sala de cirurgia. Apesar desta figura falar uma língua que Arigó não conhecia, ele o compreendia perfeitamente. Dr. Fritz o escolhera para realizar as curas e fez das suas mãos rudes acostumadas a lidar com grosseiros instrumentos de trabalho, mãos hábeis, capazes de manejar bisturis e agulhas. A partir daí, Congonhas passou a receber milhares de pessoas e caravanas do Brasil e do exterior, em busca de cura onde a medicina tradicional falhou.


Acima, quando foi recebido pelo presidente João Goulart, em 1963.
Em 1968, recebeu a visita do presidente Juscelino Kubitscheck.
Em 1970, Zé Arigó tratou do filho de Roberto Carlos, que esteve na cidade junto com sua mulher Nice e Cidinha Campos.


Arigó enfrentou diversos problemas de ordem religiosa e legal. Numa cidade tradicionalmente católica como Congonhas, não foi fácil romper barreiras e trabalhar dentro da linha do espiritismo, mesmo assim, ele não criou inimizades com o clero. Já no plano legal as coisas foram mais complicadas. Foi processado em 1956 pela Associação Médica de Minas Gerais, acusado de curandeirismo. Foi condenado a 15 meses de prisão e recebeu indulto do Presidente Juscelino Kubitscheck. Em 1962 foi preso durante sete meses em Conselheiro Lafaiete, por exercício de medicina ilegal. Voltou a Congonhas ainda mais prestigiado. Vários médicos renomados do mundo inteiro (inclusive da NASA) estiveram em Congonhas estudando o fenômeno e constataram que 95% dos diagnósticos de Zé Arigó eram corretos e seus feitos somente explicados através da parapsicologia.

Quando Arigó foi preso por exercício ilegal da medicina, mesmo na cadeia manteve a atividade: atendia internos, parentes, carcereiros e até um delegado da época levou sua mãe para ser operada da coluna. Artistas da televisão, cantores e outras celebridades enfrentavam filas quilométricas para receber o atendimento oferecido pelo médium. 
Políticos como JK e Jango também se aproximaram dele que era um dos personagens mais populares do país na segunda metade do século passado. Alguns jornalistas, ávidos por desmascarar o curandeiro, se infiltraram nas filas, se passando por doentes. Sem obter sucesso, alguns acabaram se tornando seus amigos. 

Sua morte, em janeiro de 1971, foi prevista pelo próprio Zé Arigó. Ela aconteceu de forma abrupta após um acidente na Rodovia BR 040. Por causa das suas convicções Espíritas, que acredita na teoria da reencarnação, a Igreja Católica não permitiu que seu velório fosse realizado em qualquer das igrejas de Congonhas. Trinta e quatro anos depois da sua morte, a ciência ainda se recusa a admitir que o fenômeno Arigó estivesse além do curandeirismo ou charlatanismo. Contestam aquilo que as imagens fartamente gravadas pelas câmeras de TV não permitem esconder.

Morreu aos 50 anos depois de dedicar mais de 20 a curas mediúnicas utilizando-se de equipamentos nada ortodoxos. Sem assepsia ou anestésicos, Arigó cortava a pele de pacientes que se enfileiravam à sua porta e extirpava tumores, cistos ou lipomas sem provocar dor ou sangramento. Suas curas chamaram a atenção de médicos de todo o mundo que foram à Congonhas estudá-lo. Por outro lado recebeu uma forte oposição da classe médica e também dos padres católicos - muito embora alguns poucos tenham recorrido às suas curas.


Dr Fritz


Todas as informações acerca de Fritz provêm de supostas comunicações mediúnicas com o plano espiritual. Nenhum pesquisador jamais documentou a sua vida terrena.1 Das descrições esparsas colhidas em comunicações através de diversos médiuns ao longo dos anos, emerge uma versão popularmente aceita de que [carece de fontes] a entidade, em vida, teria usado o nome de Adolf Fritz,1 nascido em Munique, na atual Alemanha, cerca de 1876. Seu pai, asmático, recebeu recomendação médica para mudar de clima. Por essa razão, a família mudou-se para a Polônia, quando Adolf teria quatro anos de idade. Forçado a trabalhar desde cedo pela morte prematura de seus pais, custeou os próprios estudos, vindo a se formar em Medicina. Um mês após a sua formatura, um general chegou ao seu consultório com a filha gravemente enferma nos braços mas, a despeito de todos os seus esforços, a menina veio a falecer. O oficial responsabilizou Adolf pela morte da menina, conduzindo-o à prisão, onde sofreu maus-tratos e privações. Evadindo-se da prisão, Adolf foi para a Estônia, onde viveu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Outra versão dessa suposta biografia sustenta que Adolf ingressou no quadro de Saúde do Exército Alemão, no posto de Capitão, como Clínico Geral. À época da Primeira Guerra, teria atendido os feridos no campo de batalha onde, por falta de instrumentos adequados, acumulou experiência no atendimento de emergências e de prática cirúrgica utilizando os limitados recursos que o front lhe oferecia.
Adolf Fritz teria falecido em 1918, aos quarenta e dois anos de idade, embora se desconheçam informações sobre as causas e o local desse evento.







http://www.netluz.org/textos/txt/txt85.htm
http://congonhas.tripod.com/arigo.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dr._Fritz