Visite tambem o novo Blog.

Visite tambem o novo Blog Relembre os acontecimentos dos anos 80 a 2000 : http://www.yzbrasil.blog.br/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Anos 70, epidemia de meningite que a ditadura não conseguiu esconder.




De olhos bem fechados

A maior epidemia de meningite da história do país
grassava na cidade de São Paulo nos anos 70.
A omissão das autoridades fertilizou terreno para
o avanço da doença, que atingiu todos os bairros
e chegou a registrar a média de 1,15 óbitos por dia


Campanha de vacinação de 1975, no bairro da Lapa

Apesar da situação, a letalidade, que de 1970 a 1972 variou entre 12% e 14% dos casos, a partir de 1973 declinou acentuadamente, atingindo o valor mais baixo (7%) em 1974. O maior número de óbitos foi observado em 1975, quando foram registrados 411, média de 1,15 ao dia. A letalidade da meningite tende a diminuir exatamente nos momentos epidêmicos, em decorrência do diagnóstico precoce e da introdução oportuna de tratamento.

A troca de presidente, com a entrada do general Ernesto Geisel, em 1974, facilitaria a mudança de atitude das autoridades. Em julho de 1974 foi criada a Comissão Nacional de Controle da Meningite, encarregada de traçar a política de vigilância epidemiológica. O número de casos registrados em janeiro de 1975 foi seis vezes maior do que o mesmo mês de 1974. Ironicamente, a meningite que tem o início de sua história na contaminação de soldados em postos militares, parecia não querer dar tréguas ao regime.

Em março de 1975 foi elaborado o plano básico de operações para garantir a vacinação de 10 milhões de pessoas em apenas quatro dias. A parte operacional da campanha esteve a cargo do exército. O esquema adotado durante a campanha não permitiu que fosse fornecido qualquer comprovante às pessoas vacinadas, nem o registro do número de vacinados. O número de casos continuou muito acima do registrado no ano anterior até abril, quando foi realizada a campanha de vacinação. Para conhecer a proporção de vacinados, o IBGE realizou um inquérito por amostragem domiciliar. A cobertura foi estimada em cerca de 93% na cidade. Após a campanha os casos diminuíram, mas só retornaram a valores endêmicos dois anos depois. Até julho de 1977 ainda eram registradas incidências acima do esperado. A partir desse ano, os casos provocados pelo sorogrupo A deixaram de ser identificados; enquanto os produzidos pelo sorogrupo C retornaram ao nível endêmico. São Paulo retornou à rotina. Apesar dos inúmeros problemas, a cidade estava livre, pelo menos dessa epidemia.


Da periferia para o centro

A epidemia progrediu de forma concêntrica das áreas periféricas para o centro, em ondas, sem que os distritos anteriormente atingidos deixassem de apresentar alta incidência de meningite. No primeiro semestre de 1974 não havia uma única área da cidade sem registro de casos. As regiões mais pobres apresentavam maior risco. Durante a década de 70 houve uma expansão acelerada de favelas. Em 1957 São Paulo tinha 141 favelas, em 1973 esse número cresceu para 525. Nesse período a zona sul era a região com a maior concentração de população favelada do município. Com o avanço acelerado da miséria, era natural que as doenças se alastrassem. Em maio de 1971, começando pelo distrito de Santo Amaro, a epidemia de meningite progredia para os bairros contíguos. Em novembro de 1971, irrompeu na zona leste, começando pelo distrito de São Miguel Paulista – o último distrito a ser afetado na região foi a Penha.

Em junho de 1972 era a vez da zona norte, começando por Santana e Tucuruvi – um ano e meio depois, todos os seus distritos apresentavam incidência epidêmica. Na zona oeste, o primeiro afetado foi a Lapa, 25 meses depois do início da epidemia na zona sul. A progressão da doença nessa área levou apenas 10 meses. Finalmente chegou ao centro em setembro de 1973, espalhando-se por todos os seus distritos em apenas 11 meses. A incidência, durante o período de 1970 a 1977 variou entre 13,04 casos por 100 mil habitantes no distrito da Aclimação (centro) a 101,28 na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte).

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=216

sábado, 3 de dezembro de 2011

Charlie Brown e Snoopy ,sonhos que fazem parte da realidade.









Personagens: Charlie Brown · Snoopy  · Woodstock · Linus · Lucy · Sally · Schroeder · Patty Pimentinha · Marcie · Franklin · Chiqueirinho · Rerun · Violeta

Charlie Brown - é um personagem de HQ da série Charlie Brown, também conhecida por "Peanuts" criado por Charles Schulz. Este personagem de história em quadrinhos se caracteriza por um humor delicado e melancólico, traço marcante na trajetória do desenhista norte-americano Charles Schulz.
Charlie Brown, de calças curtas, calvo e cabeça redonda, coroada por uma única mecha de cabelos na frente, é um menino de "oito anos e meio", sempre cheio de preocupações. O personagem apareceu pela primeira vez numa história em quadrinhos publicada em St. Paul Press e o desenhista logo o incluiu em seu célebre "Peanuts", publicado pela primeira vez, em sete jornais diferentes,no dia 2 de outubro de 1950.



Snoopy aparece pela primeira vez em 2 de Outubro de 1950. Schulz originalmente ia chamar o cão de "Sniffy", até que descobriu que esse nome já era usado noutra banda desenhada (tirinha). Snoopy foi durante dois anos uma figura silenciosa, agindo como um cão real (caminhava sobre as quatro patas), mas, em 19 de Outubro de 1952, ele verbalizou os seus pensamentos aos leitores pela primeira vez através de balões; Snoopy tinha também a capacidade de entender tudo o que as restantes personagens dos Peanuts, com quem interagia, diziam. Schulz, após esta data, passou a incluir essas características na sua banda desenhada.
Snoopy é um cão extrovertido com complexo de Walter Mitty, com muitas virtudes. A maior parte delas não são reais, mas sonhos que fazem parte do seu mundo de fantasia, que aparecem quando Snoopy dorme no telhado da sua casota.
Muitos dos momentos memoráveis dos "Peanuts" ocorreram durante esses sonhos nos quais ele era um escritor: o seu eterno abrir da mala onde está a máquina de escrever. "Estava uma escura e tempestuosa noite..." foi tirado de uma história de Edward George Bulwer-Lytton escrita em 1830 chamada Paul Clifford. O contraste entre a existência de Snoopy no mundo dos sonhos e de Charlie Brown no mundo real é o centro do humor e da filosofia de Peanuts (ver ex: Título de um livro: "A vida é um sonho, Charlie Brown").
Schulz, numa entrevista em 1997, disse o seguinte acerca do carácter do Snoopy: "ele tem que sair do seu mundo de fantasia para sobreviver. Por outro lado, se assim fosse ele levaria uma vida miserável e aborrecida."


Mas quem ao menos uma vez não teve seu momento Charlie Brown?
É engraçado que como crescemos enxergamos que o desenho "Peaunts" não foi feito para crianças,
tudo que passamos reflete em cada personagem , medo, insegurança, decepção, fracassos, amores platónicos...

"mas o amor não existe para fazer a gente feliz?"--Questiona Charlie Brown

O que dizer de sua paixão inocente e platónica , pela garotinha-ruiva?
Quem nunca se apaixonou por alguém a distancia? Ou alguém próximo, e nunca teve coragem de dizer isso a pessoa.

Charlie sonhava com o dia da "revelação", sonha em ser feliz apenas isso...mas a vida real é cruel, e assim como muitos de nós , Charlie Brown nunca alcançou sua doce ilusão...
E não é só o "menduim" que sofre , seus companheiros também.Sally ama Linus que por sua vez ama a professora; Lucy ama Schroeder que ama a musica de Beethoven.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Brown

http://nocafofodogiba.blogspot.com/2010/05/charlie-brown-nunca-uma-ficcao-foi-tao.html
E que Charlie Brown,Linus, Snoop , fiquem eternizados na historia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Crazy Horse(1973)




Neil Young

Os Crazy Horse são, incontestavelmente, os mais importantes colaboradores musicais de Neil Young, aqueles que melhor parecem transparecer o real espirito do canadiano. O seu som é normalmente comparado àquele de uma (boa) banda de garagem, ou seja, cheio de garra e paixão, imperfeito, inclemente e rude. Provaram ser excelentes para as paisagens sonoras de Young, contentando-se em ser background men, não querendo para si, aparentemente as luzes da ribalta. 








Sucesso de 1973 - Banda Crazy Horse com Alain Delorme
(Enviado por Conceição Mogentale no Facebook)

Crazy Horse foi o nome em Inglês do grande Oglala Sioux guerra chefe, Tasunka ašúŋke. Aclamado como um brilhante estrategista militar e guerreiro feroz, o Crazy Horse e seus seguidores recusaram-se a submeter-se a vida nas reservas. Conseqüentemente, os generais George Crook, Alfred Terry e George Custer foram encarregados de caçá-los. Little Big Horn em Junho de 1876, Crazy Horse e seu povo eram jogadores-chave na aniquilação de cinco empresas de Cavalaria 7 de Custer. Para resistir à captura e retaliação após a derrota de Custer, os Sioux espalhados em pequenos bandos.

Em setembro de 1877, o Crazy Horse concordou em ir para Fort Robinson para as negociações com os militares. Quando ficou claro que ele estava sendo levado a uma guarita em vez de uma mesa de negociações, ele lutou para se libertar. Ele foi baioneta para "resistir à prisão" e posteriormente morreu de seus ferimentos. Um marcador de pedra fora da guarita, muitas vezes adornado com ofertas de laços de tabaco e pacotes de sábio deixadas por visitantes, testemunha silenciosa da vida do grande chefe e morte violenta na idade de 35. Fort Robinson, perto de Crawford, Nebraska, é agora um parque estadual com museus históricos e paleontológicos.

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.lasr.net/travel/park.php%3FPark_ID%3DNE02sp001%26VA


Hoje é dia nacional do samba!

'Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
Ou é ruim da cabeça
Ou doente do pé'

Origens do Samba
  
O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira e é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos, pandeiro e timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho.

Simbolizando primeiramente a dança para anos mais tarde se transformar em composição musical, o samba - antes denominado "semba" - foi também chamado de umbigada, batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe, batucada e partido alto, entre outros, muitos deles convivendo simultaneamente!

O termo "semba" - também conhecido por umbigada ou batuque - designava um tipo de dança de roda praticada em Luanda (Angola) e em várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia. Do centro de um círculo e ao som de palmas, coro e objetos de percussão, o dançarino solista, em requebros e volteios, dava uma umbigada num outro companheiro a fim de convidá-lo a dançar, sendo substituído então por esse participante. A própria palavra samba já era empregada no final do século XIX dando nome ao ritual dos negros escravos e ex-escravos.


Geralmente as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem significado ligado a danças típicas tribais do continente. Suas raízes foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.

DIA DO SAMBA
O dia do samba é uma homenagem a Ary Barroso, sambista com vários sucessos como na "Na Baixa do Sapateiro". 

Mas o curioso é que quem instituiu a data foi um vereador baiano, celebrando a data em que Ary Barroso visitou a Bahia pela primeira vez.

Desde então os dois estados, Bahia e Rio de Janeiro celebram a data. Em geral shows e festividades com nome importante da musica acontecem em ambas as cidades. 
 não deixe de celebrar. O samba é uma das expressões mais importantes da cultura brasileira reconhecida em todo o mundo. 



http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/2-dezembro-dia-do-samba.html

http://www.mundodosamba.com/index.php?option=com_content&view=article&id=57:neguinho&catid=1:latest-news

Principais tipos de samba: 

Samba-enredo
Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.

Samba de partido alto
Com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido alto mais conhecidos são:  Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.

Pagode
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.

Samba-canção
Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.

Samba carnavalesco
Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.

Samba-exaltação
Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.

Samba de breque
Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva .

Samba de gafieira  
Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.

Sambalanço
Surgiu nos anos 50 (década de 1950) em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz.. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor,  que mistura também elementos de outros estilos.

http://www.suapesquisa.com/samba/



Pixinguinha - Pelo telefone (1917 - primeiro samba brasileiro - Donga)









Samba-canção é um subgênero musical originário do samba, que surgiu no final da década de 1920 no seio da modernização do samba urbano do Rio de Janeiro, quando este iniciava seu processo de distanciamento do maxixe.
Também chamado de "samba de meio de ano" (ou seja, sambas feitos fora da época de Carnaval), em linhas gerais, o samba-canção faz uma releitura mais elaborada na melodia - enfatizando-a - e possui um andamento moderado (o mais lento dentro das vertentes do moderno samba urbano), centrado em temáticas de amor, solidão e na chamada "dor-de-cotovelo".[3][4] O samba-canção desenvolveu-se a partir de músicos profissionais que tocavam em teatros de revista cariocas. "Linda Flor (Ai, Ioiô)", do compositor Henrique Vogeler e dos letristas Marques Porto e Luís Peixoto, é considerado o marco inaugural desse estilo de samba












Samba-rock é um tipo dança que surgiu da criatividade dos frequentadores dos bailes em casas de família e salões da periferia de São Paulo no final da década de 60 começo da década de 70 mesclando se os movimentos do rock and roll  com os passos do Samba de gafieira ao som das equipes a despeito deste ou daquele ritmo importando tão somente o tempo da música em relação à dança. O vídeo acima  é para demonstrar como se dançava o samba- rock








quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Umas roupinhas do fundo do baú




"Espiem" só este modelito dos anos 60 de maiô masculino em elanca! Minha nossa! Olhem o cintinho, que da hora! kkkkk
A propaganda aí em cima é do calção de banho, maiô masculino, sunga, sei lá que nome se dava a esta "coisa", mas tem tambem o biquini de bolinha tão cantado na época, assim ó:  ♫ Era um biquini de bolinha amarelinho, tão pequenininho, (será que era tão pequeno assim? haha, ainda não tinham visto o tal de "Fio dental"), mal cabia na palma d'Ana Maria...♫ 
Mas e vocês, tiveram um biquini de bolinhas? Eeeeeeu??? Maginaaaa! eu era uma garota muito das sérinhas, quietinhas, tipo Marcianita... ♫ gordinha, baixinha de tanto falar de amor♫ 
Mas cá entre nós... aquele "troço" masculino  lá em cima que os homens usavam, devia ser um vexame depois de molhados,  quando saiam do mar ou da piscina, né? Comé que eu não me lembro de uma coisa tão importante como esta? rsrs....




Nossa!! Quem não se lembra da "griffe" Berta"?? AFF! Ter uma roupinha da Berta, era tudo de bom! Estava "pau a pau" com a marca Cori.
A Maquilagem a expressão corporal da modelo, representa bem a nossa geração anos 70, jovem e tudo muito "casual".

Mariangela Cândido

Perquisa:
http://hilarius1968.blogspot.com/2009/02/senta-levanta-senta-levanta-lembra.html





PROPAGANDA FAMOSA "SENTA / LEVANTA" (anos 60) Lembram?



Comercial antigo dos anos 60 do famoso tecido Nycron, do bordão "senta, levanta"...que notabilizou o Tergal durante anos na boca do povo e do público telespectador através de várias campanhas publicitárias, produzidas sobre o tema, e principalmente o bordão.


Para dar colher de chá aos meninos, vem a cereja do bolo: tergal! Era o suprasumo da superação em matéria de roupa. Era a salvação da lavoura da dona de casa, da muié véia que tinha de ficar passando terno em casa, das lavanderias que tinham de usar benzina pra lavar a seco os ternos de linho e não deixar brilho. Tergal, aquele que na propaganda da televisão dizia: senta, levanta, senta,levanta, senta levanta! E NÃO AMASSA!

http://hilarius1968.blogspot.com/2009/02/senta-levanta-senta-levanta-lembra.html
Início dos anos 60, Comercial do Tergal Cangaçeiro



Um cangaceiro com Tergal
Em inícios de década de 60 o Brasil conheceu as fibras sintéticas, novidade da indústria têxtil que revolucionária o hábito de vestir. Dois produtos, em particular, ganharam notoriedade: Tergal, fibra produzida originalmente pela indústria inglesa Imperial Chemicals, mais tarde pela francesa Rhodia e Nycron produzido pela Sudamtex, fabricante de tecidos de fibra de capital americano, com sede no Rio de Janeiro. Ambas as empresas disputavam o mercado através de uma comunicação intensa. O conceito era o mesmo: a roupa não amassa, diferencial competitivo em relação às roupas tradicionais. A fibra de Nycron foi anunciada na TV através de um comercial de grande impacto onde uma velhinha surda contracenava com o galã Cláudio Marzo. Popularizou o bordão “senta, levanta; senta levanta”. Já a fibra de Tergal optou pelo desenho animado, veiculando um dos melhores comerciais produzidos com esta técnica já realizados, na primeira década da televisão brasileira. Produção da Lynx Film. O filme foi baseado na temática do cangaço com a trilha “Mulher Rendeira”, em evidência, em diversas versões radiofônicas, desde a estréia do “O cangaceiro” o filme de Lima Barreto premiado no Festival de Cannes. O que o comercial da Tergal tem de especial é justamente o roteiro com um desfecho inusitado, ingrediente de bom humor agregado, focado nos atributos do produto.
Autor: Nelson Varón Cadena

http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/um-cangaceiro-com-tergal



IVANHOÉ - A série de TV com Roger Moore (1958)

Roger Moore



Essa série trata-se de uma produção inglesa de 1958, filmada em preto e branco, com 39 episódios de 25 minutos de duração, associada também a Screen Gems / Columbia Pictures Television que foi a responsável pela distribuição internacional. O personagem central é um Cavaleiro, que ao retornar das Cruzadas, descobre que seu país, é dominado por um tirano. Ivanhoé declara guerra contra o tirano e promete ao lado de seu fiel escudeiro, Gurth e seu filho Bart, levar justiça ao seu povo. A série teve como inspiração, o personagem criado por Sir Walter Scott em seu romance, "Ivanhoé" transformado em filme de cinema, e interpretado por Robert Taylor. A TV Record exibiu filme de Cinema pela última vez, em uma tarde de domingo na metade dos anos 90. Se você tiver sorte em sua cidade, vai encontrar em uma locadora próxima de você, o filme lançado em DVD e com uma grata surpresa: a dublagem antiga quando de sua exibição na televisão!

Já a série de TV, como protagonista principal, tinha o então desconhecido Roger Moore. No início da série, as gravações eram realizadas na Inglaterra, e tiveram uma interrupção brusca devido ao mau tempo que fazia no inverno de 1957. Com esse problema, as filmagens dos episódios foram transferidas para os Estados Unidos, na Califórnia. As cenas com os atores eram misturadas com panorâmicas captadas pela equipe inglesa na Inglaterra. Os dois protagonistas principais, Roger Moore e Robert Brown, faziam as próprias cenas de ação, no qual sofreram vários acidentes durante a produção da série. Roger Moore teve 3 costelas quebradas certa vez, além de levar golpes na cabeça durante as batalhas em duelos com espadas ou lanças quem o fizeram ficar até desacordado por alguns minutos. Como uma forma de baixar os custos de cada episódio, na época era comum os próprios atores encarnarem as cenas de ação. Roger Moore e sua esposa Dorothy, chegaram a compor uma canção para ser o provável tema de abertura da série, a qual chegou a ser gravada na voz de Dorothy.

Os produtores no entanto, já haviam escolhido a música idealizada por Albert Elms. Como na maioria das grandes séries de sucesso, Roger Moore no início das gravações, tinha um entusiasmo evidente na interpretação do personagem, mas ao longo do ano durante as gravações, começou a perder o interesse e chegou a cair em uma depressão muito profunda. Ele acreditava que sua carreira seria encerrada na pele de Ivanhoé. Curiosamente, Roger Moore tentou adquirir os direitos de produção do personagem "O Santo", que mais adiante, o interpretaria com maestria, mas naquele momento, não obteve sucesso, sendo recusado pelo seu criador, Leslie Charteries. Roger Moore estava decidido a não mais interpretar "Ivanhoé", tendo recusado a renovação do contrato quando este terminou com a Columbia.

A série "Ivanhoé" foi dublada pelos estúdios da AIC São Paulo, Além de fazer no cinema o agente secreto 007 James Bond, Moore estrelou as séries "O Santo" e "The Persuaders" com Tony Curtis, séries inglesas também.

You Tube