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domingo, 2 de setembro de 2012

5 décadas para um pedido de desculpas ás vítimas da Talidomida!!!


Criança  deformada pela talidomida na
década de 1960 (Foto: AP Photo/Arquivo)

Foram precisos cinco décadas para que a companhia alemã que produzia a Talidomida, que provocava mal formações nos bebés, apresentasse as desculpas às famílias.

Os efeitos nocivos do uso da talidomida por gestantes no fim dos anos 1950 e destaca estudos recentes para desvendar a ação da droga no organismo e desenvolver fármacos similares e seguros para o combate de várias doençaA simples menção à talidomida causa medo em muitas pessoas até hoje, embora 50 anos tenham se passado desde que essa droga causou o maior desastre da história da medicina. Apesar de esse triste episódio ter ocorrido há tanto tempo, somente agora a ciência começa a desvendar os mistérios associados ao uso indevido desse composto.
A talidomida (C13H10N2O4) foi originalmente desenvolvida em 1957 pela companhia farmacêutica alemã Chemie-Grünenthal. Os estudos realizados na época indicaram que a talidomida era um medicamento que apresentava baixo risco de intoxicação, sendo considerado seguro e com poucos efeitos colaterais e podendo inclusive ser adquirido sem a necessidade de prescrição médica.

Além disso, os testes indicavam que essa droga poderia ser empregada no tratamento de uma infinidade de problemas, desde irritabilidade e baixa concentração até ansiedade, insônia, hipertireoidismo e doenças infecciosas. Contudo, seu uso popularizou-se como droga efetiva para o combate aos enjoos matinais que ocorrem frequentemente no início da gravidez (de 4 a 10 semanas).
A talidomida popularizou-se como droga para o combate aos enjoos matinais do início da gravidez
O emprego da talidomida disseminou-se e essa droga passou a ser utilizada em 46 países, alcançando rapidamente níveis de venda extraordinários. Somente na Alemanha, por exemplo, foram vendidas quase 15 toneladas de caixas de talidomida apenas em 1961.

Entretanto, inexplicavelmente a avaliação da talidomida realizada na época não teve abrangência suficiente, pois não foram realizados testes de teratogenicidade, ou seja, possibilidade de desenvolvimento de anomalias que levassem a malformações fetais. E, após algum tempo, essa falha mostrou seus resultados.

O primeiro caso conhecido de malformação congênita relacionada ao consumo de talidomida foi registrado na Alemanha logo após o início de sua comercialização e afetou, coincidentemente, um filho de um trabalhador da própria Chemie-Grünenthal. Nos anos seguintes, os casos de anomalias relacionadas com esse fármaco multiplicaram-se e, em 1961, tornou-se claro que a talidomida estava associada ao aumento significativo do número de defeitos teratogênicos em recém-nascidos.

Essas deformidades caracterizam-se por defeitos no desenvolvimento dos ossos longos dos membros superiores e inferiores. Contudo, a talidomida também está associada a problemas oculares e auditivos – como microftalmia e síndrome dos olhos de gato ou coloboma –, anomalias genitais, neuropatias periféricas e defeitos nos órgãos internos, particularmente nos rins, pulmões, intestino e coração.

Estima-se que mais de 10 mil crianças tenham sido afetadas pelo uso da talidomida. Um número elevado e incalculável de abortos também pode ter sido causado pela droga. Pesquisas realizadas posteriormente indicaram que esse fármaco não é mutagênico e não causa defeitos hereditários.
O fato de se tratar de um Medicamento Não Sujeito a Receita Médica (MNSRM), terá contribuído para o seu êxito mas também para as consequências desastrosas decorrentes da sua utilização. Nos EUA, no entanto, a FDA (Food and Drug Administration) nunca chegou a autorizar a sua introdução no mercado, devido à ocorrência de alguns efeitos neurológicos raros - alguns doentes que tomavam este fármaco durante largos períodos de tempo, relatavam períodos de perda de sensibilidade nas mãos e nos pés. Ensaios experimentais feitos para investigar a causa destes efeitos mostraram-se inconclusivos quanto à sua origem. 

Malformação dos pés causada pela talidomida
Os primeiros relatos de crianças nascidas com malformações, que incluíam a ausência ou o encurtamento dos braços, pernas ou até mesmo de dedos, para além de malformações em órgãos internos, remontam ao fim da década de 50. 
01/09/2012 - O tardio pedido de desculpas ás vítimas da talidomida...

Berlim - As primeiras desculpas apresentadas pela empresa farmacêutica alemã 
fabricante da talidomida às milhares de vítimas do medicamento, 50 anos depois dos primeiros casos de malformações, provocaram neste sábado uma onda de consternação nos países afetados por este desastre farmacêutico.
O diretor executivo da Grunenthal, Harald Stock, afirmou em um discurso na sexta-feira que a empresa "sente muito" pelo silêncio a respeito das vítimas da talidomida, um produto que era vendido nos anos 50 e 60 às mulheres grávidas para acalmar as náuseas matinais durante a gravidez. "Pedimos que considerem nosso silêncio como um símbolo do impacto provocado em nós pelo seu destino", disse Harald.

O diretor da Grunenthal, que fez o discurso em uma sala municipal de Stolberg, oeste da Alemanha, inaugurou um memorial em homenagem às vítimas, algumas delas presentes no evento.
A pequena escultura de bronze de uma menina sem braços e com malformações nas pernas simboliza as mais de 10.000 crianças que nasceram com problemas, em certos casos sem alguns membros, depois que suas mães tomaram o medicamento, vendido em quase 50 países antes de ser retirado do mercado em 1961.

Vítimas da Talidomida
Talidomida continua fazendo vítimas no Brasil
RAFAEL, CASO MAIS RECENTE REGISTRADO NO PAÍS, MORRE ANTES DE COMPLETAR 3 MESES DE IDADE

Embora já se saiba, desde o final dos anos 50, que o consumo da Talidomida por mulheres grávidas cause graves deformações físicas no feto, o surpreendente é que ainda nasçam crianças vítimas do medicamento, comprovando o uso indevido da droga até hoje.

O medicamento, em plena década de 90, além de deformar, mata. Rafael das Dores é o mais recente registro de vítima do remédio no Brasil. O bebê nasceu, em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 16 de abril do ano passado, condenado a apenas dois meses e meio de vida. Não poderia jamais engatinhar ou andar. Muito menos correr e abraçar alguém. Rafael das Dores nasceu sem braços e sem pernas, filho da Talidomida.

Com graves problemas pulmonares e cardíacos, o bebê morreu no dia 29 de junho de 94, retratando o lado mais cruel da falta de controle na distribuição do medicamento no país.


cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/o-maior-desastre-da-historia-da-medicina
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0506/talidomida/histria.htm
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2012/09/01/interna_ciencia_saude,320338/desculpas-da-fabricante-de-talidomida-provocam-consternacao-entre-vitimas.shtml
http://pt.euronews.com/2012/09/01/vitimas-da-talidomida-receberam-pedido-de-desculpas/
http://abvt.wordpress.com/vitimas-da-talidomida/
http://abvt.wordpress.com/vitimas-da-talidomida

4 comentários:

Roque disse...

Prezada Mariangela:

É possível me informar onde reside a menina vítima da talidomida que está no colo da senhora na foto?

roquebarros71@yahoo.com.br

Obrigado.

Mariangela Rodrigues da Silva Cândido disse...

Caro leitor, antes de mais nada muito obrigada pela visita ao blog. Infelizmente não tenho como informar sobre a garota da foto. A mesma foi extraída de uma das fontes de pesquisa , cujos links estão acima, no final da postagem. Abçs!

Leo neo Neo disse...

Exelente postagmparabens adorei

lilian rigon disse...

Olá, tive conhecimento da lei da talidomida está semana, num curso sobre pessoas com deficiência. Comentando sobre a lei, com amigas,uma delas disse tenho uma neta com 11anos,vítima da talidomida,que nao sabia da indenização e benefício.A minha pergunta, no caso desta nascida em 2003, também tem direito?