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domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Queridos leitores,

Meus sinceros agradecimentos por suas visitas ao blog em 2012, enaltecendo -o com seus comentários e incentivando -me a dar continuidade ás postagens com o mesmo carinho dos anos anteriores.

Desejo de coração que tenham um natal repleto de paz e alegrias!

Meu grande e fraterno abraço a todos!

Mariângela Cândido





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"Juanita banana"



"
A versão original de "Juanita Banana" foi realizada por "As cascas", um grupo estúdio montado por Howard Tash co-escritor, que também co-produziu o single. Howard também escreveu "Juanita Banana Parte 2" para as cascas como um release de seguimento.

O coro Verdi inspirou a gravação Peels e foi mostrado mais tarde em" Batman & Sua Avó ".
Juanita banana é uma música cômica sobre a filha de um produtor de banana do México, que queria ser uma estrela cantando na cidade grande  Quando "Juanita Banana", canta o refrão é uma caricatura de ópera, uma versão trabalhada de "Caro Nome", uma ária de Giusseppe Verdi Rigoletto. 

O título ecoa Chiquita Banana, de 1944  sobre o mascote dos desenhos animados da United Fruit Company, de um comerciante de banana internacional .

A Letra conta a história de Juanita banana:

Em um pequeno povoado muy tranquilo
Ao sul de La frontera mexicana
Vivia bonita Juanita
Seu pai cultivava La banana
Porém Juanita não queria nada com La banana
Seu sonho era ser cantora de ópera italiana
Por mais que seu pai falasse Juanita não lhe dava pelota
Só queria cantar...

Ahhhh ah ah ah ah
Juanita banana, Juanita banana
Juanita banana, Juanita banana

Juanita banana bonita
Venha transpadre Juanita
(Um dia contrariando seu velho pai
Com dó de peito Juanita partiu para a capital
Mandando às favas as bananas estreiou no municipal
E com dó de peito que deu, o teatro estremeceu
Sucesso sensacional, o pai quando soube do estouro há, há
Ficou louco de alegria 
E ao primeiro que apareceu, não pensou duas vezes
Passou no cobre o bananal, comprou uma guitarra
Foi pra cidade com acordes e grinadas, pôs-se também a cantar)

Laaaa... la la la la...Ahhhh ah ah ah ah...
Juanita banana, Juanita banana
Juanita banana, Juanita banana

Link: http://www.vagalume.com.br/moacyr-franco/juanita-banana.html#ixzz2Dwf8O9ph
Em um pequeno povoado muy tranquilo
Ao sul de La frontera mexicana
Vivia bonita Juanita
Seu pai cultivava La banana
Porém Juanita não queria nada com La banana
Seu sonho era ser cantora de ópera italiana
Por mais que seu pai falasse Juanita não lhe dava pelota
Só queria cantar...

Ahhhh ah ah ah ah
Juanita banana, Juanita banana
Juanita banana, Juanita banana

Juanita banana bonita
Venha transpadre Juanita
(Um dia contrariando seu velho pai
Com dó de peito Juanita partiu para a capital
Mandando às favas as bananas estreiou no municipal
E com dó de peito que deu, o teatro estremeceu
Sucesso sensacional, o pai quando soube do estouro há, há
Ficou louco de alegria 
E ao primeiro que apareceu, não pensou duas vezes
Passou no cobre o bananal, comprou uma guitarra
Foi pra cidade com acordes e grinadas, pôs-se também a cantar)

Laaaa... la la la la...Ahhhh ah ah ah ah...
Juanita banana, Juanita banana
Juanita banana, Juanita banana

Link: http://www.vagalume.com.br/moacyr-franco/juanita-banana.html#ixzz2Dwf8O9ph
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://poparchivesblog.blogspot.com/2008/04/juanita-banana-phenomenon.html&prev=/search%3Fq%3Dthe%2Bpeels%2Bjuanita%2Bbanana%2Bsingle%26hl%3Dpt-BR%26tbo%3Dd%26biw%3D1066%26bih%3D544&sa=X&ei=ldC6UJSfM42C9QSqj4DQCg&ved=0CE4Q7gEwAw




Juanita Banana foi gravada tambem por Moacyr Franco e The Fevers.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Revivendo a Jovem Guarda-Nalva Aguiar: "Vem quente que eu estou fervendo"


Mais conhecida pela gravação de Erasmo Carlos, a quem muitos atribuem erradamente como autor da canção, "Pode vir quente que eu estou fervendo" também foi gravada pela Nalva Aguiar em 1967, ano em que Eduardo Araújo - este sim, o verdadeiro compositor desse hit em parceria com Carlos Imperial - também a registrou em disco pela Odeon. A música fez parte do segundo compacto simples, lançado pela Chantecler, da hoje chamada Grande Dama da Música Sertaneja, como vem sendo considerada a cantora. No ano anterior, embalada pela Jovem Guarda - nome do programa liderado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa -, Nalva iniciou profissionalmente a carreira artística com o compacto simples com as música "É o amor" e "Garota diferente". 

Este vídeo traz cenas da artista, em participação especial, no filme "Adorável Trapalhão", com Renato Aragão, também em início de carreira, e o ator Amilton Fernandes (27/04/1919 - 07/04/1968), na época um dos maiores ídolos da TV, graças a novela "O Direito de Nascer", trama em que interpretou o personagem principal Alberto Limonta. Neste longametragem, dirigido em 1967 por J.B. Tanko, que também assina o roteiro ao lado de Jarbas Barbosa, Carlos Diegues e José Oliosi, a música não é exibida na íntegra. Agora, com os recursos permitidos pelos programas de informática, foi possível editar um clipe completo com o áudio original de estúdio, no qual é acompanhada pelo grupo The Jet Blacks, incluindo cenas do mesmo filme. 

Nascida na cidade de Tupaciguara-MG, no dia 09/10/1945, Nalva começou a cantar em festas e também na emissora de rádio de sua cidade-natal, além de outras emissoras de rádio da região e também na TV Triângulo Mineiro. Na primeira metade da década de 1960 participou de um dos Discos da dupla "Nísio e Nestor". No ano de 1966, a cantora trocou sua Tupaciguara natal pela Capital Paulista, onde morava o primo Luiz Aguiar, radialista e também cantor do hit "Eu sou alguém". Em 1967, Nalva lançou outros dois compactos, com as músicas "Coração de madeira" (uma resposta ao sucesso de Sérgio Reis, "Coração de papel", e a versão de "Pata Pata", grande sucesso de Miriam Makeba, falecida em 10 de novembro de 2008. Nesse mesmo ano, regravou "O cantador" (sucesso de Elis Regina), num LP com músicas do Festival da TV Record, e "Prova de fogo" (hit de Wanderléa), em outro álbum com sucessos da Jovem Guarda.

Em 1969, trocou a Chantecler pela Beverly, e obteve o grande êxito popular em 1970, com a música "José" (também gravada no primeiro disco solo de Rita Lee), uma versão feita por Nara Leão de "Joseph", de G. Moustaki. Na seqüência, foi para as paradas de sucesso com "Não Volto Mais" (versão de Wando para "Rock and Roll Lullaby", sucesso na voz de B.J.Thomas) e "Adeus" (versão feita por Fred Jorge para "Goodbye", de Lennon-McCartney, e sucesso da cantora Mary Hopkins). Em 1973, trocou a Beverly pela CBS, atual Sony, e passou a se dedicar à Música Sertaneja, obtendo grande sucesso em 1976 com a gravação em ritmo pop de "Beijinho Doce" (Nhô Pai). A partir daí, sua carreira deslanchou com outros êxitos e hoje é considerada a musa do country music nacional.

A cantora chegou a morar no exterior e, nos EUA, foi condecorada por uma rádio do Texas com uma placa que a descreve como a rainha da música country no Brasil.

Com a inauguração da TV Triângulo, hoje TV Integração, em 1965, ela se tornou apresentadora do programa musical “A Estrelinha Que Canta”. Dois anos depois, ao conhecer e namorar Roberto Carlos, foi para São Paulo, tentar a sorte. “No carnaval deste ano eu até desfilei na Beija-Flor, em homenagem ao Roberto Carlos. Pedi ao Segundinho (filho do rei) para me ajudar a subir no carro porque estou enxergando pouco e ele disse. ‘Tenha dó Nalva, o cego aqui sou eu e sei muito bem que você namorou meu pai’”, disse ele.


Com participações em shows e homenagens em programa de TV, Nalva Aguiar mora em São Paulo, mas vai sempre a Uberlândia, onde tem casa e um estúdio que leva seu nome ao contrário “Avlan”. “Apesar de ser de Tupaciguara, eu amo Uberlândia. Devo tudo que tenho à cidade, onde mora um dos meus filhos e tenho grandes amigos. Vou sempre”, afirmou.


A cantora agora tem planos de gravar um DVD apenas com mulheres convidadas. 
Na lista estão as amigas Roberta Miranda, Irmãs Galvão, Inezita Barroso, 
Sula Miranda, entre outras. “Estou na luta e sou muito feliz. Continuo a mesma de sempre, como diz o Chrystian e Ralf, eu sou ‘desorientadinha’”, disse Nalva Aguiar.

http://www.correiodeuberlandia.com.br/entretenimento/os-passos-de-nalva-aguiar/
Read more: http://cifrantiga2.blogspot.com/2008/01/nalva-aguiar.html#ixzz2DjoQfVzZ 



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Revivendo a Jovem Guarda- Coração de Papel- Sérgio Reis



“Sérgio Reis” é o nome artístico de Sérgio Basini, que nasceu no dia 26 de junho de 1940 na cidade de São Paulo, capital. Além de cantor, é ator, compositor, apresentador e instrumentista.

Na adolescência trabalhou com o pai na fábrica de papelão de propriedade de seu avô. Eles eram muito fãs do programa Na Beira da Tuia, de Tonico & Tinoco, na Rádio Nacional. Surgindo aí o interesse pela música, então ganhou dos pais uma viola e aos 16 anos passou a cantar em programas de rádio e casas noturnas.

A primeira apresentação na televisão foi em 1958 no programa Calouros Toddy, apresentado na TV Paulista (atual Globo hoje) por Jaime Moreira Filho, interpretando o sucesso de Cauby Peixoto “Conceição”. Nessa época, cantando rock, adotou o nome artístico de Johnny Johnson. Mas mudou no nome para Sérgio Reis quando iniciou na gravadora Chantecler.



Durante a década de 60, devido às suas várias composições, fez parte da Jovem Guarda, onde fez muito sucesso com a canção “Coração de Papel” de sua autoria.

Mas foi em 1972 que ingressou na música sertaneja quando gravou “O Menino Da Gaita”, muito tocada na época. Em 1973 incluiu em seu repertorio a música “O Menino da Porteira” que se tornou um enorme sucesso na sua voz. Daí pra frente gravou diversos discos e não saiu mais da música sertaneja.

Após período de recuperação por conta de uma queda durante um show, Sérgio Reis retorna aos palcos e esteve com shows agendados até julho deste ano.

Sérgio Reis com 67anos está casado com a cantora Ângela Márcia com 53 anos








http://noticiasertaneja.com/sertanejo-tradicional/srgio-reis-da-jovem-guarda-para-sertanejo/
sn.redesertaneja.com.br/noticias/noticia.php?id=11204&/sergio-reis-volta-aos-palcos-e-tem-shows-agendados-ate-julho


sábado, 17 de novembro de 2012

Revivendo a Jovem Guarda-Paulo Sérgio - "A Última Canção"


Primeiro filho do alfaiate Carlos Beath de Macedo e de Hilda Paula de Macedo, Paulo Sérgio, se não tivesse manifestado desde cedo o intento de tornar-se músico profissional, talvez teria se realizado como alfaiate, haja vista que aos dez anos frequentava a alfaiataria do pai, aprendendo os primeiros segredos da agulha e da tesoura. Porém, a veia artística já se desenhava cedo. Aos seis anos de idade, quando em sua cidade natal Alegre-ES, apareceram as caravanas de artistas de emissoras de rádio do Rio de Janeiro, Paulo Sérgio participou, ao fim do espetáculo, de um mini-concurso de calouros. Foi escolhido o melhor dentre vários concorrentes, passando a ser requisitado como atração especial em todas as festinhas da pequena Alegre.
Ao chegar no Rio de Janeiro, para onde a família se mudara em meados dos anos 50, a trajetória do menino Paulo ganhou uma nova conotação. Estudou no Colégio Pedro II e morava em Brás de Pina, na zona norte carioca, quando terminou o ginásio. Aos 15 anos, foi trabalhar em uma loja no bairro de Bonsucesso. Coincidência ou não, era uma loja de discos e eletrodomésticos, chamada “Casas Rei da Voz”. Como tocava bem violão, logo os amigos o incentivaram e Paulo Sérgio começou a mostrar suas composições.
Os anos 60 sacudiam a juventude e Paulo Sérgio fez seu batismo no programa Hoje é Dia de Rock, comandado por Jair de Taumaturgo, o mais badalado entre os jovens do Rio. Posteriormente, passaria ainda por muitos outros programas de calouros, como o Clube do Rock, do saudoso Rossini Pinto, onde muitos outros ídolos que iriam formar o pessoal da Jovem Guarda se apresentaram. Em 1966, no filme Na Onda do Iê-iê-iê, Paulo Sérgio aparece como calouro do Chacrinha, cantando a canção Sentimental Demais de Altemar Dutra.
Em 1967, uma nova e grande oportunidade de Paulo Sérgio surgiu, quando um amigo seu foi convidado para realizar testes na gravadora Caravelle, do empresário Renato Gaetani. Paulo, então, prontificou-se a acompanhar o amigo ao violão, que infelizmente não teve sorte. Porém, durante o teste, descobriram que Paulo Sérgio também cantava e, já que estava ali, manifestaram interesse em ouvir algumas de suas composições.
Um contrato foi prontamente assinado e dentro de poucos dias Paulo Sérgio gravou um compacto simples, que continha as músicas Benzinho e Lagartinha. Entretanto, a sua afirmação definitiva deu-se com o lançamento, em 1968, do primeiro disco, denominado Paulo Sérgio - Volume 01, que, alavancado pelo grande sucesso Última Canção, vendeu mais de 300.000 cópias. Paralelo ao sucesso meteórico de Paulo Sérgio, surgiu a acusação de que o mesmo era um imitador do cantor Roberto Carlos, então ídolo inconteste da juventude, dada a semelhança do seu timbre vocal. Como contrapartida, naquele mesmo ano Roberto Carlos lançaria o álbum O Inimitável.
Do sucesso inicial advieram propostas para que Paulo Sérgio ingressasse numa grande gravadora. Em 1972, este assinaria um vultoso contrato com a Copacabana, o qual, em razão das cifras envolvidas, foi considerado o maior acontecimento artístico daquele ano. Pelo selo Beverly, Paulo Sérgio lançaria ao todo oito álbuns.
No dia 4 de março de 1972, Paulo Sérgio contraiu matrimônio com Raquel Teles Eugênio de Macedo, a qual conhecera casual e sugestivamente num pequeno acidente de trânsito. O casamento aconteceu secretamente, numa cerimônia simples, em Castilho, pequena cidade do interior de São Paulo. Em 23 de maio de 1974, nascia Rodrigo, que mais tarde usaria artisticamente o cognome de Paulo Sérgio Jr. Além de Rodrigo, Paulo Sérgio tivera ainda duas filhas, Paula Mara e Jaqueline Lira, fruto de relacionamentos anteriores.
[editar]Últimos momentos

No dia 27 de julho de 1980, um domingo, Paulo Sérgio fez sua última apresentação na TV. Esta ocorreu no programa do apresentador Édson Cury (o Bolinha), da Rede Bandeirantes de Televisão, onde cantou duas músicas do seu último trabalho fonográfico: “O Que Mais Você Quer de Mim” e “Coroação”. Logo após apresentar-se no “Programa do Bolinha”, nos arredores do teatro onde aquele programa era veiculado, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio (São Paulo-SP), Paulo Sérgio envolveu-se num incidente que talvez tenha provocado sua morte.
Ele saiu do auditório para pegar seu carro, estacionado próximo à Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Várias fãs o cercaram. Queriam beijos, autógrafos, carinhos, fotografias. Uma delas, agressivamente, começou a comentar fatos relacionados à vida íntima do cantor e sua mulher, Raquel Telles Eugênio de Macedo.
Para evitar encrencas os amigos trataram de afastar Paulo dela, enquanto a moça garantia que ainda tinha muito a dizer. Já nervoso, Paulo Sérgio deu a partida em seu carro, mas, quando manobrou o veículo, foi atingido por uma pedrada no para-brisa. Fora de si, ele desceu do automóvel e partiu em perseguição à moça. Esta se refugiou no interior de um edifício, para onde o zelador não permitiu que Paulo a seguisse. Furioso, Paulo avaliou os danos causados a seu veículo e aguardou vários minutos, na calçada, que a garota voltasse à rua.
Seus acompanhantes procuraram acalmá-lo. Ele ainda teria de cumprir três apresentações, antes que o domingo terminasse. Finalmente, o convenceram a esquecer o incidente e sair dali. Rumaram para uma pizzaria em Moema. Paulo tentou fazer um lanche, mas não conseguiu comer direito. Tinha muita dor de cabeça e nenhum apetite.
A primeira apresentação foi no Grajaú. Quando terminou de cantar, Paulo chamou seu secretário, pedindo a ele que encontrasse uma farmácia e providenciasse comprimidos para sua dor de cabeça, que estava cada vez mais violenta. Ingeriu dois de uma só vez e partiu para Itapecerica da Serra. Mas lá só conseguiu cantar quatro músicas. A sua cabeça latejava dolorosa e implacavelmente e a sua visão estava começando a ficar turva. Ele cambaleou até o camarim. Logo depois, os amigos o encontraram alternando-se entre gemidos e gritos de dor e tendo tremores por todo o corpo. Foi levado até o carro e transportado para o Hospital Piratininga. De lá, o enviaram para o Hospital São Paulo. Quando chegou ao mesmo, já estava em coma. O diagnóstico foi rápido e assustador: Paulo Sérgio tivera um derrame cerebral.
Após as primeiras providências clínicas, Paulo Sérgio foi internado na Unidade de Terapia Intensiva. Teve início assim uma desesperada batalha pela sua sobrevivência. Amigos e parentes foram alertados. Apesar de preocupados, todos, tanto familiares como fãs e equipe médica, estavam confiantes até aquele momento. Afinal, ele era um homem forte, sadio… e com apenas 36 anos. Com esse perfil, todos acreditavam que não havia motivo para que se duvidasse de sua recuperação.
No entanto, mesmo com a equipe médica fazendo tudo que foi possível, seu esforço de nada adiantou. Na manhã de segunda-feira, 28 de julho, os corredores do hospital já estavam repletos de pessoas que queriam ver e saber alguma notícia sobre o estado de Paulo Sérgio. O otimismo já cedia lugar a um certo desespero. Afora os familiares, ninguém mais naquele momento tinha autorização para entrar na UTI, onde ele se encontrava.
As reações de Paulo Sérgio continuavam desfavoráveis. O Dr. Pimenta, chefe da equipe que incansavelmente tentava reabilitar o cantor, após exames minuciosos, revelou aos familiares de Paulo que suas possibilidades de sobrevivência já eram mínimas, quase nulas. Mesmo assim, a luta prosseguia. No hospital, a vigília permanecia continua. Mais uma noite e o estado de saúde de Paulo Sérgio, ao invés de melhorar, se agravou. Às 14 horas e trinta minutos de terça-feira, 29 de julho, já não havia a menor possibilidade de melhora. O cantor Paulo Sérgio estava praticamente sem vida, apenas os aparelhos mantinham sua respiração e seus batimentos cardíacos. Às vinte horas e trinta minutos, foi anunciado o fim de sua longa e dolorosa agonia. Apesar de todo o esforço feito para salvá-lo, Paulo Sérgio estava morto.
Durante a madrugada e a manhã seguinte o corpo do cantor ficou exposto para visitação no velório do Cemitério de Vila Mariana, em São Paulo. Atendendo ao pedido dos pais de Paulo Sérgio, o seu corpo foi sepultado no Rio de Janeiro. Na capital carioca, o velório ocorreu no Cemitério do Caju. Entre os cantores que prestaram suas últimas homenagens, podemos citar Antônio Marcos, Jerry Adriani, Agnaldo Timóteo e Zé Rodrix. Às 16 horas do dia 30 de julho (quarta-feira), o seu corpo baixou à sepultura ao som de seu maior sucesso, “Última Canção”.
Para fazer justiça, acrescento o crédito para o compositor de Última Canção, que é Carlos Roberto Nascimento, que compôs a maioria dos sucessos gravados por Paulo Sérgio.


Paulo Sérgio, Silvio Santos e artistas que cantavam e dançavam





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Revivendo a Jovem Guarda- Demétrius - "Ritmo de Chuva"


Demétrius, nome artístico de Demétrio Zahra Neto (São Paulo, 28 de março de 1942) é um cantor e compositor brasileiro.

Tendo começado sua carreira em 1958, integrou a Jovem Guarda no início da década de 1960 e explodiu nas paradas de sucesso com O Ritmo da Chuva. Vendeu milhares de cópias e se apresentou nos principais palcos brasileiros. Ganhou prêmios como o troféu Chico Viola e vários Globos de Ouro e foi presença constante nos principais programas de televisão e revistas da época. Retomou sua carreira após vinte anos longe dos palcos e é dono de uma imobiliária, de uma loja de barcos e até de um quiosque na praia.





sábado, 10 de novembro de 2012

Revivendo a Jovem Guarda- "O Bom"-Eduardo Araujo


Eduardo Araújo (Eduardo Oliveira Araújo), cantor e compositor, nasceu em Juaíma MG em 23/7/1945. Filho de fazendeiros, estudou interno num colégio de Belo Horizonte MG, onde começou a cantar em 1960, no programa de Aldair Pinto. No mesmo ano seguiu para o Rio de Janeiro RJ, para estudar veterinária. Aí cantou no programa de Jair Taumaturgo, Hoje é Dia de Rock, da TV-Rio, e fez sua primeira composição, Deixe o Rock. 

Gravou seu primeiro disco, um compacto duplo, intitulado Garoto do Rock, na Philips, em 1961, e participou dos programas de Carlos Imperial, Os Brotos Comandam e Festival da Juventude. Voltou em seguida para a fazenda do pai, onde ficou quatro anos, até que o sucesso de seus companheiros o entusiasmou. 

Em 1967, quando a Jovem Guarda estava no auge, voltou para o Rio de Janeiro e gravou, de sua autoria, O bom (Odeon), seu maior sucesso, e depois Goiabão (com Carlos imperial), também obtendo êxito. No mesmo ano, contratado pela TV Excelsior, de São Paulo SP, conseguiu um programa próprio, O Bom, que apresentava em companhia de Silvinha, com quem se casaria dois anos depois. 

Em 1969 foi contratado pela TV Record, de São Paulo, para atuar em vários programas, e foi artista da RCA entre 1972 e 1975. Ainda em 1975 fez um show no Teatro Bandeirantes, de São Paulo, e no Teresa Raquel, do Rio de Janeiro, Pelos caminhos do Rock, também título de seu LP lançado no mesmo ano. 
Nas décadas de 1980 e 1990 inclinou-se para o Country-Rock, assumindo suas raízes sertanejas (uma de suas primeiras gravações foi uma versão em twist de Maringá, de Joubert de Carvalho). Em 1990 lançou Pé na estrada, primeiro LP brasileiro a ser lançado simultaneamente a um vídeo. Participou dos shows 30 anos de Jovem Guarda, em 1995-1996. 

Eduardo Araujo e Sylvinha

"Numa entrevista para Marcelo Tas, Eduardo Araújo contou como conheceu Silvinha: "Na verdade eu vi a Sylvinha e ela não me via. O Carlos Imperial me chamou para tocar o programa (O Bom), veio na fazenda em BH o irmão do Tony Tornado, o Gerson Combo, para me chamar. Eu tive que sair para fazer este programa. No Rio, com o Carlos Imperial, fomos ver um show de uma menina na Pampulha e lá, vendo o show, eu disse que ela cantava idêntico a Rita Pavone.
O início de namoro de Silvinha e Eduardo Araújo, que fazia o tipo "revoltado" na Jovem Guarda, com repertório de malandro e figurino de cowboy urbano, foi complicado. Os pais da moça não achavam graça naquela história, começando pela idade, sem contar que achavam o futuro do genro um desastre, como cantor de rock. Namoravam, então, escondido. 

Conta a lenda que colegas da área levavam os bilhetinhos apaixonados para os pombinhos terem seus encontros. Até que o apaixonado tomou uma atitude e fez o que todo careta da época fazia: pediu a mão de Silvinha.


Então, num conto de fadas bem brasileiro, casaram-se, no dia do aniversário dele, 23 de julho de 69, em plena Igreja da Consolação, num final de tarde. Claro que teve histeria em frente à igreja,

A recepção foi na casa do noivo, ou seja, no Hotel Danúbio, com show do grupo Cleans (veja só que nome para grupo de pop! ah, anos 60!!) e tendo os irmãos Ronald e Márcio, que formavam a dupla Os Vips, como garçons..
Os padrinhos mais famosos não puderam aparecer: Roberto Carlos e sua então mulher Nice haviam sido vítimas de um falso alarme de seqüestro do filho, Segundinho. Mas o Rei entrou com o carrão para a noiva chegar à Igreja em que Wanderléa como se dizia na époa "abafou" a bordo de uma superminissaia.

Para quem nunca viveu aquela época, havia um astrólogo chamado Omar Cardoso, que tinha programa transmitido Brasil afora. Pois ele foi. Assim como Ronnie Von, só que desacompanhado porque, na época, escondia que era casado. Só rindo, mesmo!

Dizem que havia mais de duas mil pessoas rodeando a igreja e até tropa de choque teve de entrar em ação para evitar a invasão do lugar.

Foi um casamento muito bem sucedido. O casal teve 2 filhos.

Vejam o vídeo do casamento:


No video, é possível ver os padrinhos Ronnie Von, Martinha, Ivete Araujo (irmã de Eduardo), assim como Wanderléa.
Notícias recentes-09/11/2012
Cavalo do cantor Eduardo Araújo tem homenagem na Nacional do Árabe
São Paulo. No próximo dia 18, animais do haras Aliança devem participar da exposição. O cavalo Lucky Strike, da raça Anglo Árabe terá seu valor reconhecido
Os animais da Fazenda Aliança D'Jerid, de Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, participarão da 31ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe, que acontece de 13 e 18 de novembro, no Helvetia Riding Center, em Indaiatuba, SP. Os três cavalos que participarão das provas são de propriedade do cantor Eduardo Araújo, uma lenda da música brasileira. “Estamos na expectativa das provas, os cavalos são muito bons”, diz o cantor.
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